sábado, 30 de agosto de 2008

INCLINAR-SE, ENTORNAR E TRANSFORMAR-SE...

"Eu sou um bule de chá, pequeno e gordo. Aqui está a minha alça,
Aqui está o meu bico.
Se você acender o fogo eu grito:
'Incline-me e entorne' ".
(Desconheço Autoria)


Parece estranha a citação escolhida para abrir esta reflexão, mas, para mim é exatamente assim como compreendo a alma humana.

Somos como vasilhas, cheias de uma essência de EGO que nós memos preparamos com o passar do tempo em nossas vidas. Quando o fogo é aceso dentro de nós, e o que é velho começa a queimar, devemos nos utilizar de nossas alças e de nosso bico, derramar para fora do nosso "EU", as velhas formas de ser, de se relacionar. Devemos nos esvaziar, e depois, nos preenchermos com água nova e viva.

Inclinar-se e entornar, é o tema principal contido na escuridão emocional de muitos de nós, entendido por muitos, como "noite escura da alma". Este é um processo necessário e deveria ser universal para a transformação e evolução emocional de todos os seres.

Qual é o vento que se desenrola na noite escura da alma? - É exatamente aí, que somos chamados á transformação, para uma dimensão mais ampla e profunda de nós mesmos. Somos esvaziados do que é velho, das velhas formas de relacionar-se, dos velhos padrões que parecem velhos agasalhos que não mais nos aquecem do frio, que há nas escuras noites de inverno.

A transformação depende do despir-se de si; um processo que envolve desfazer padrões egóicos, reconstruir a história há tanto tempo escrita para si e por si mesmo, desfazendo assim, velhas ilusões sobre si e sobre a vida. Mas este despir-se, requer e cria dentro de nós uma escuridão temporária, como se a ruptura com os velhos padrões e a iluminação que acompanha a descoberta sobre seu "EU VERDADEIRO", criassem uma luz tão intensa, tão brilhante, que nos cegasse por algum tempo.

LUCIANA DA SILVA
Psicóloga - CRP:06/73261

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Luciana da Silva