quinta-feira, 6 de maio de 2010

A IMPORTÂNCIA DE NOSSA IMAGEM - PARTE I

Quando Adão e Eva comeram o fruto probido e tiveram consciência do bem e do mal, eles sentiram pela primeira vez a necessidade de se cobrir, pelo pudor de esconder os corpos nus.
E até os dias atuais, nós continuamos nos cobrindo se não apenas por pudor, ora por proteção (para ter conforto e se proteger de lugares, animais e do clima), ora por adorno (para ser aceito socialmente, por uma expressão artística).
Cada ótica defende como sua a razão mais importante para tal fato. À luz da religião, o pudor foi o verdadeiro motivo. Para a ciência, o homem precisa de proteção e para a psicologia, ele quer ter diferenciação. Mas a verdade é que, a cada momento ou a cada indivíduo, uma razão se sobrepõe à outra.
Uma escolha nunca é somente uma escolha, ela carrega referências, que podem ser imagens que vemos diariamente, o repertório de vida de cada um ou ainda a influência de nossos pais ou outras pessoas e ela fala de nós para os outros antes mesmo de abrirmos a boca para dar bom dia. Todo dia todos passamos por esse estágio cada vez que escolhemos uma roupa do armário.
Consciente ou inconscientemente fazemos escolhas, e do mesmo modo, as pessoas nos interpretam através dessas escolhas. É inerente ao ser humano e em sua essência não tem a ver com preconceito, mas sim com reconhecimento e identificação. Não existe uma roupa “neutra”, isenta de símbolos, não existe a opção de não se comunicar. No passado, a forma como as pessoas se vestiam demonstrava desde o estágio de uma sociedade e distinção entre classes sociais e profissionais até o estado civil de um indivíduo. A classe inferior não tinha a opção de mudar visualmente, pois alguns estilistas da época se negavam a fazer roupas para quem não fosse da nobreza ou viesse por indicação.
Somente após a Revolução Francesa que a moda foi perdendo seu caráter elitista e se tornando (pseudo-) democrática. O acesso financeiro às grifes ainda é um fator limitante, mas não sua classe social ou profissional, mas ao mesmo tempo não prova que você tem ou não dinheiro ou poder.
Atualmente a forma como nos vestimos é mais livre, uma expressão (e extensão) de nossa personalidade. Ainda conseguimos falar dos hábitos de um grupo ou mensagem a ser passada pela forma como eles se vestem. É inevitável não julgar que um homem vestido todo de branco seja da área médica ou alguém com macacão laranja e vassoura não seja um gari, mas falamos muito mais de personalidade, o que coloca nossa vestimenta como objeto de estudo e subjetivação. Mas isso já é assunto para a continuação deste artigo.

A IMPORTÂNCIA DE NOSSA IMAGEM - PARTE II

Imagem não é sinônimo de futilidade, pelo contrário. Imagem é o conceito resultante de um conjunto de experiências (impressões, sentimentos, etc) que uma pessoa apresenta em relação a um produto, uma personalidade, uma empresa, etc. Daí, concluímos que a imagem enquanto percepção pertence ao outro, a quem nos vê, pois ela depende do outro para existir. Somente nossa identidade nos pertence. É por isso que elas sempre andam juntas. E é por isso que precisamos tentar fazer de nossa imagem a mais fiél tradução de nossa identidade, precisamos aproximar ao máximo nossa imagem à nossa identidade, para não causar conflito. Precisamos atingir autenticidade, autoconfiança e credibilidade através de nossa imagem. Pelo caráter de subjetividade da imagem e por ela ser construída através de experiências tão próprias é que cada pessoa deve ter seu estilo. É por isso que quando tentamos simplesmente copiar o estilo de outros, soa falso. Já passamos pela era do ser, quando o mais importante era nosso interior; mudamos para a era do ter, quando o mais importante eram as nossas posses. Hoje estamos todos na era do parecer – não importa você ser honesto, é preciso parecer honesto. Isto é o que eu chamo de síndrome de São Tomé – nós acreditamos no que vimos, mais do que no que ouvimos. A maioria de vocês já deve ter ouvido falar do professor Albert Mehrabian, que há muito tempo concluiu através de uma pesquisa que 93% da construção de nossa imagem vem de signos não-verbais. Não que as coisas possam ou devam ser desprovidas de conteúdo. Gloria Kalil, consultora de moda e autora de vários livros sobre moda e comportamento, disse recentemente que em nossa rotina diária, a eficiência pode valer mais que nossa imagem; porém, não há eficiência que não se beneficie de uma boa imagem. E eu complemento que a imagem que não se sustenta gera perda de credibilidade, assim uma não existe sem a outra. E inegavelmente isso é um ciclo, a boa aparência gera confiança, que projeta uma imagem positiva, que afeta os relacionamentos, que afeta positivamente a performance.


A IMPORTÃNCIA DA PRIMEIRA IMPRESSÃO


Todo esse pré-julgamento ocorre antes mesmo de darmos bom dia, conforme dito anteriormente. A primeira impressão é formada nos primeiros 30 segundos de interação. Ela começa a se formar com 2 segundos de um primeiro contato e durante esse tempo vamos buscar saber qual o nível de escolaridade da pessoa, qual sua situação financeira, classe social, seu humor, estado civil, enfim. E já foi dito que não, não temos uma segunda chance de causar uma boa primeira impressão. O século 21 foi tomado pelos serviços personalizados. Tudo começou com a figura do Personal Trainer e hoje encontramos até Personal Banker, uma pessoa focada em cuidar de forma personalizada de nossos investimentos. Mas, dada a importância de nossa imagem, por que não investirmos num profissional para cuidar dela também? Hoje muitas pessoas procuram um consultor de imagem, seja por motivos pessoais ou profissionais. A visão de nós mesmos no espelho não nos dá a noção exata de nossa imagem. Primeiramente, somos parciais. Em segundo lugar, nosso olhar somente pode decidir entre melhor e pior a partir do momento que fazemos comparações, mas a troca de roupas é algo que nem sempre temos a paciência ou o tempo para fazer. Normalmente uma foto traduz mais fielmente o que os outros enxergam de nós mesmos. Mas a hora da foto já pode ser muito tarde! Um consultor de imagem é o profissional especializado em aparência, comunicação verbal e não-verbal, que assessora o cliente sobre aparência, comportamento e comunicação, de forma que se atinja tal autenticidade, autoconfiança e credibilidade. Com a ajuda de um bom profissional, aumentamos nossas chances de sucesso. Pois num mundo competitivo como o hoje, não podemos nos dar o luxo de neglicenciar uma chance sequer.

domingo, 25 de abril de 2010

QUAL A SUA MISSÃO???


É realmente relevante pensarmos em qual é nossa missão de vida?
Será necessário alinhar nossa vida pessoal e profissional com nossa missão?
Isso faz diferença nos diferentes ambitos de nossa vida?
Essas são apenas algumas das questões com as quais devemos nos preocupar, no que tange a nossa missão. Falo de missão como algo forte, que nos impulsiona, mais do que vestir a camisa de uma empresa, seguindo seus valores, visão e missão. Refiro-me aqui, a sua missão pessoal, particular, única. Independente de questões místicas e religiosas, nossa missão é um norte, um guia que pode nos dar o caminho que vamos trilhar alinhados com todas as áreas da nossa vida.

Sua missão pessoal, seu estilo de ser, combinam com a vida que você tem e com
o contexto em que está?
Se não soubermos para onde desejamos ir, nem o vento mais favorável levará o nosso barco para porto algum. Agora mais algumas questões que nos ajudarão a refletir:
Porque acordo a cada manhã?
O que faz sentido em minha vida?
Você acorda todos os dias disposto para trabalhar e ser feliz? Por que? Para quê?

Parece obvio demais, mas continue se fazendo esses "ingênuos" questionamentos, e assim até que você chegue ao seu sentimento mais verdadeiro, profundo e motivador.
Digamos que chegou a uma conclusão sobre qual é a sua missão. Ok. Aí então, cabe observar se o caminho que está trilhando o conduz a essa missão.

As coisas da qual você participa, pessoas com as quais se associa, trabalho que realiza, os seus lazeres, escolhas pessoais, crenças, espiritualidade, te levam rumo a sua missão?

Pois acredite, que boa parte do stress e das doenças psicossomáticas, de nossos desequilíbrios emocionais, é proveniente de uma vida insatisfatória, sem sentido.
Algumas pessoas se deprimem nos fins de noite, aos domingos, quando ouvem a música de desfecho do FANTÀSTICO, pois significa que está na hora de dormir, já que na segunda-feira começa tudo de novo! É isso que queremos para nossas vidas?
Mais do que falarmos sobre política, educação, econômia e corrupção ou mensalão, que sem dúvida tem importância, estou falando do que cada um de nós está disposto a fazer consigo mesmo e com sua vida.
Precisamos parar de criticar os outros. Não conseguimos e nem temos o poder de mudar os outros. Podemos até ajudá-lo em certo sentido, a rever suas posições e opiniões na vida, mas para isso, precisamos entender que a mudança primordial que deve ser feita nessa vida, é em nós, de dentro para fora, isso é claro, se assim desejarmos. Devemos buscar coerência entre nosso discurso e nossa prática.
A partir daí, começamos a refletir sobre nós, nossa família, nossas relações, nossa comunidade, nossa sociedade.
Faça planos específicos para cada área de sua vida. Planos possíveis, positívos, com data de começo, meio e fim. Imagine os possíveis obstáculos que terá de enfrentar. Com isso, busque alternativas para driblá-los. E observe sempre se todos estes esforços estão alinhados áquela missão a qual conclusão você chegou.
Vale a pena refletir sobre sua missão pessoal de vida. Você pode construir a sua própria realidade, que depende em muito das suas escolhas. Não subestime seu potencial, faça a diferença. Lembre-se de que, assim como a paz, a felicidade não está fora de nós, ao contrário. Está tão internalizada que precisamos buscá-la com mais intensidade, trazendo-a para fora, vivendo cada minuto único de nossa vida.

sábado, 24 de abril de 2010

COMUNICAÇÃO EMOCIONAL

Qual o segredo de uma boa comunicação? Como dizer o que se quer sem gerar uma resposta negativa? Quais são os princípios da comunicação eficaz e que transmite a mensagem sem magoar?

Em um diálogo você pode ter toda a razão do mundo, porém, se não souber como usá-la, certamente á perderá. Aqueles que sabem utilizar as palavras certas podem quase tudo para alguém sem ofendê-la. Aqueles que detêm o conhecimento da comunicação emocional destacam-se pois, são verdadeiros, honestos consigo mesmo e com os outros e geram diálogos construtivos. A comunicação costuma ser a melhor ferramenta dos grandes lideres.
Primeiro é necessário compreender que não há relacionamento íntimo sem discussões. A ausência de discussão pode ser um sinal de distanciamento emocional. Discussão é como o atrito necessário para trasnformar uma pedra em cristal. Se usado demais desgasta, de menos não gera transformação nem intimidade. O ponto é aprender a se comunicar.
Existem 3 elementos que destroem uma boa comunicação. Estes quando utilizados, só dão á pessoa duas alternativas: ou se defender, ou atacar. Começa assim uma batalha. E em toda batalha, existem vencedores e perdedores. Pois este, não tem e nem deve ser o objetivo de nenhuma conversa. A conversa deve ser o atrito usado para polir, dar brilho e durabilidade as relações interpessoais .
O primeiro elemento que deve se evitado é Crítica. Diante da crítica, só resta ao sujeito um violento contra ataque. Isto quer dizer, que se há alguma queixa válida a ser feita, certamente diante de uma crítica ela não será ouvida. Diga o motivo da queixa, ao invés de desaprovar o caráter de alguém. É importante lembrar, que o caráter é algo que as pessoas sempre defenderão com unhas e dentes.
Omais importante deve ser o teu sentimento em relação ao fato ocorrido. Ao invés de dizer ao outro: "Você é um egoista, só pensa em você!", diga ao outro o quanto você sente esquecido e como isso te magoa.
Diante de um sentimento sincero, o outro tem mais chance de perceber o que a ação dele gerou e poderá melhor refletir sobre.
O segundo elemento é o Desprezo. Este pode ser o pior de todos. Além disso, desprezo e sarcasmo andam juntos. Uma cara de nojo ou uma ligeira risada, qualquer reação que deprecie o que o outro está falando atinge diretamente a possibilidade de uma resolução pacífica.
E o terceiro e ultimo elemento é o Contra Ataque. Uma pessoa magoada pelo desprezo, lança mão do contra ataque á outra parte, aumentando o tom das críticas. E numa escalada de ofensas, isso pode chegar ao limite da insuportabilidade destruindo a relação e gerando atitudes de rejeição. Este tipo de "vitória", deixa sempre uma das partes ferida, o que faz com que aumente o distanciamento emocional, tornando o convívio difícil, quando não impossível.
O primeiro passo para uma comunicação eficaz, é substituir o julgamento e a crítica pela descrição objetiva dos fatos. Quanto mais específicos e objetivos, maiores as chances do outro reagir de modo positivo e não reativamente.
A suspensão do julgamento é a chave para a comunicação saudável. Quando comunicamos nossos sentimentos no lugar das críticas, ninguém pode discutir. Não há como o outro se contrapor a um argumento seu, que expressa um sentimento que é seu e não uma crítica que fere o caráter dele. O outro até pode pensar que você não deveria se sentir assim, mas isso não cabe a ele julgar. Ao falar de mim, não critico nem julgo a outra pessoa. Simplesmente reafimo o que sinto e o que é importante para mim. Ser sincero e autentico com os próprios sentimentos. Esta é a honestidade que muitas vezes desarma o outro e gera a possibilidade de cooperação e entendimento.
A comunicação é geradora de muitos conflitos interpessoais. Mas, quando bem utilizada, pode pacificar muitas situações, criar relacionamentos mais íntimos, cooperativos e amorosos.

NOSSAS EMOÇÕES E POTENCIALIDADES

Segundo Daniel Goleman, somos movidos ao sentido da nossa existencia com base nas nossas emoções, pois, existe uma relação entre nossos sentimentos, caráter e valores morais.
Cada vez mais, nos deparamos com a seguinte questão: O que faz um sujeito diferente de sua realidade social, cultural e genética?
A partir daí, podemos exemplificar a força das emoções sobre o sujeito e o quanto ela é determinante na sua construção subjetiva.
Cada vez mais vemos a crescente potencialidade em sujeitos que se tornam ímpares frente ao contexto de que nasceram ou foram educados. Isso acontece por uma força de resistência que só é possível com a análise das emoções, o que neste caso requer um trabalho de autocontrole, um paradigma de valores e um foco de moralidade que se deseja alcançar como meta. O poder de resiliência que um sujeito pode aderir para lidar com o seu padrão de vidanão começa pela força externa, mas por um processo individual a ser desenvolvido, pela forma como ocorre a compensação do fator externo, e de sua influencia sobre si mesmo, junto ao que já se tem inserido em si. As nossas crenças primárias e as mais presentes são o suporte para como as emoções podem ser geradas em harmonia ou desarmonia com o que o contexto presente projeta sobre o indivíduo, o que torna o estudo das emoções algo ainda muito subjetivo, por elas serem expressas em ocasião e intensidade de modo em cada sujeito com a sua história, crenças e um trajeto de emoções que lhe são peculiares.
Esta força que permite estar ou não em harmonia com o seu contexto cotidiano, é o que se chama de inteligência emocional, adentrar em contato com as próprias sensações e emoções e filtrar como se pode entrar em equilíbrio e autocontrole nas próprias emoções. Só assim é possível harmonizar os seus próprios contextos de interatividade social, e alcançar uma empatia com os demais pertencentes ao seu contexto. Se o indivíduo não estiver em conflito consigo mesmo, ele consegue captar com mais clareza o que o outro expressa, ao invés de atuar em suas relações a partir de projeções conflituosas.
Ter o objetivo de uma autoanálise, abrange antes de mais nada, uma motivação para estar em sintonia com as próprias emoções. A aceitação e o reconhecimento das próprias falhas e virtudes, não apenas são válidos, mas também eficazes para alcançar um ponto de equilibrio e poder ter acesso a outras falhas e traumas, que se manifestam em inconscientemente.
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Luciana da Silva