terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

28 ANOS SE PASSARAM, E...

Para muitos hoje é um dia qualquer, mas, não é um dia comum. Hoje, 25 de Fevereiro, é meu Aniversário.

Hoje é meu aniversario! E eis-me aqui confabulando comigo mesma.

INSANA, ou NORMAL? Pois estou desejando-me, Feliz Aniversário!
Nunca achei que um dia iria desejar-me felicidades por estar ficando mais velha. 28 anos se passaram, e... Acabei de fazer isso!


Será insegurança diante da vida? Será uma maneira de lembrar que mais um ano se passou, e eu continuo aqui? Será uma dádiva agradecer? Francamente não sei responder... Mas prefiro ficar com a ultima opção e agradecer!


Neste dia, vibro com o amanhecer, respiro fundo, emito um sorriso de agradecimento a Deus por estar olhando o céu de lindo azul, com suas nuvens em flutuação amena a deslizar em formatos inusitados, exercitando a minha imaginação. Hoje, sou agradecida a Deus por ainda me permitir:


Olhar o céu... com as suas nuvens deslizantes, com as suas estrelas brilhantes, com a sua lua encantada em dias serenos...
Ouvir o canto dos pássaros em sinfonias sem fim...
Sentir o perfume das flores, dos aromas das mais delicadas essências que combinam com o meu viver...
Perceber, no poder do toque das coisas concretas, a diferença entre a suavidade de uma flor e a aspereza de uma pedra...
Exprimir meus sentimentos em lágrimas, em sorrisos, em expressões dos mais variados sentir...


Agradeço à Deus por conceder-me dias, e momentos felizes.
O amor da minha família, o carinho e compreensão das pessoas.
Dos amigos, a sincera amizade.
Os momentos tristonhos que tive, que me tornaram maior e mais forte.
Que colocou-me lágrimas nos olhos, mas também pôs-me sorrisos nos lábios.


Peço à Deus que a esperança continue sendo cultivada em meu coração.
Que minha fé jamais seja abalada.
Que meus sonhos não desvaneçam.
Que meu sorriso jamais se apague.
Que minha alma continue amando as flores e os passarinhos. E que eu possa no ano vindouro, parabenizar-me novamente, sem falsa modéstia. Afinal, Deus concedeu-me mais um ano de vida e de alegria.
Mais um ano de vida completo hoje, Senhor. E meus olhos voltam-se a Ti, enquanto meu coração agradece.
Nascer é um milagre. Viver é um milagre. Dois milagres que vêm de mãos dadas com o mistério. Eu poderia não ter nascido, ou quem sabe até morrido. E o mundo continuaria a sua marcha, sem mim.
Mas eu existo! Estou viva! Rodeada pelo calor humano e pela amizade de tantos corações que me querem bem: meus pais, meus familiares, amigos e benfeitores. Viver é estar a caminho, em busca de uma constante realização pessoal.

Preciso de Tua benção, Senhor, Para crescer, para acertar, para seguir em frente, com otimismo, coragem e perseverança.
A vida é uma Liturgia, e meu Ofertório de hoje é mais um ano de existência.
Agradeço, Senhor, porque eu existo.
Agradeço pela fé que eu tenho e pela esperança que ilumina minha jornada.
A vida é bela e digna de ser vivida. Obrigada, Senhor!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O ENCANTO NOSSO DE CADA DIA!!!

Escrito por: Pe. Fábio de Melo

Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna?
A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência.
Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia.


Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto. O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar. Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida.


O encanto alivia a existência... Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!


Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto... Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza. Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também. Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.Viver é exercício de desprendimento.


É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.Há uma beleza escondida nas passagens...


Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos...


E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar. Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando... Uma redenção está sendo nutrida nessa hora... Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte.


Presta atenção!!! São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui. E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o passaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela.

PARADOXOS DO NOSSO TEMPO....

Hoje temos casas maiores e famílias mais pequenas
Mais comodidades, mas menos tempo.
Temos mais diplomas, mas menos senso comum.
Mais conhecimento , mas menos discernimento.
Temos mais especialistas, mas mais problemas.
Mais medicina, mas menos vigor.
Gastamos imprudentemente.
Rimos muito pouco.
Guiamos muito depressa.
Zangamo-nos demasiado e muito facilmente.
Ficamos acordados até muito tarde.
Lemos muito pouco.
Vemos demasiada TV.
E rezamos muito raramente.
Multiplicamos as nossas posses, mas reduzimos os nossos valores.
Falamos demais, amamos de menos e mentimos muitas vezes.
Aprendemos a ganhar dinheiro, mas não a vida.
Acrescentámos anos à nossa vida, mas não vida aos nossos anos.
Temos prédios maiores, mas fervemos em pouca água.
Estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos.
Gastamos mais, mas temos menos.
Compramos mais, gozamos menos.
Fomos à lua e voltámos.
Mas temos dificuldade em atravessar a rua para nos encontrarmos com os nossos vizinhos.
Conquistámos o espaço sideral,
Mas não espaço interior.
Cindimos o átomo
Mas não os nossos preconceitos.
Escrevemos mais, aprendemos menos.
Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a ter pressa, mas não a esperar.
Temos maiores salários , mas menor ética.
Construímos mais computadores para conter mais informação,
Para produzir mais cópias,
Mas comunicamos menos.
Temos demasiada quantidade, mas qualidade a menos.
Estes são tempos de comida rápida e digestão lenta.
Homens altos , e baixeza de carácter.
Mais lazer e menos divertimento.
Mais tipos de alimentos, mas pior nutrição.
Dois salários, mas mais divórcios.
Casas mais luxuosas, mas lares desfeitos.
Por isso eu proponho que, a partir de hoje, não guardes nada para uma ocasião especial ,

Porque cada dia que vives é uma ocasião especial.
Busca o conhecimento, lê mais, senta-te à tua porta e admira a vista sem prestar atenção às tuas necessidades.
Passa mais tempo com a tua família e amigos, come as tuas comidas favoritas, e visita os lugares de que gostas .
A vida é uma cadeia de momentos de prazer, e não apenas sobrevivência.
Usa os teus copos de cristal, não poupes o teu melhor perfume, e usa-os sempre que te apetecer.
Retira do teu vocabulário frases como “ um destes dias “ e “ qualquer dia”.
Vamos escrever essa carta que pensámos escrever “ um destes dias" .
Vamos dizer à nossa família e amigos quanto gostamos deles.
Não adies nada que traga risos e alegria à tua vida .
Cada dia, cada hora e cada minuto é especial. E não sabes se não vai ser o teu último.

NEM TUDO É FACIL...

NEM TUDO É FÁCIL _ Texto: Cecília Meireles

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?

Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?

Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida... Mas, com certeza, nada é impossível...
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
REALIDADE!!!

ENCERRANDO CICLOS....

Texto de: Fernando Pessoa

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas, que precisamos viver...

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa, é deixar, no passado, os momentos da vida que já se acabaram...

Você pode passar muito tempo se perguntando, por que isso aconteceu. Pode dizer, para si mesmo, que não dará mais um passo, enquanto não entender as razões que levaram, certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó...

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: sua parceira, seu parceiro, seus amigos, seus familiares, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado...

Ninguém pode estar, ao mesmo tempo, no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará...

Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem, noite e dia, uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor possibilidade de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos, é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem...

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e, o desfazer-se de certas lembranças, significa, também, abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora, soltar, desprender-se...

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que compreendam seu amor...
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará, apenas, envenenando e nada mais...

Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque, simplesmente, aquilo já não se encaixa mais na sua vida...
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem você é...

HISTÓRIA DE DOIS RIOS...

Narra o escritor Bruce Barton que, na Palestina, existem dois mares bem distintos.

O primeiro deles é fresco e cheio de peixes. Possui margens adornadas com bonitas plantas e muitas árvores as rodeiam, debruçando seus galhos em suas águas, enquanto deitam as raízes nas águas saudáveis para se dessedentarem.
Suas praias são acolhedoras e as crianças brincam felizes e tranquilas.
Esse mar de borbulhantes águas é constituído pelo rio Jordão. Ao redor dele, tudo é felicidade.
As aves constroem os seus ninhos, enchendo com seus cantos a paisagem de paz e de risos. Os homens edificam suas casas nas redondezas para usufruírem dessa classe de vida.
Mas, o rio Jordão prossegue para além, em direção ao sul, em direção a outro mar.
Ali tudo parece tristeza. Não há canto de pássaros, nem risos de crianças. Não há traços de vida, nem murmúrio de folhas.
Os viajantes escolhem outras rotas, desviando-se desse mar de águas não buscadas por homens, nem cavalgaduras, nem ave alguma.
Se ambos os mares recebem as águas do mesmo rio, o generoso Jordão, por que haverá entre ambos tanta diferença?
Num, tudo canta a vida, noutro parece pairar a morte.
Não é o rio Jordão o culpado, nem causa é o solo sobre o qual estão, ou os campos que os rodeiam.
A diferença está em que o Mar da Galiléia recebe o rio, mas não detém as suas águas, permitindo que toda gota que entre, também saia, adiante.
Nele, o dar e receber são iguais.
O outro é um mar avarento. Guarda com zelo todas as gotas que nele ingressam. A gota chega e ali fica. Nele não há nenhum impulso generoso.
O Mar da Galiléia dá de forma incessante e vive de maneira abundante.
O outro nada dá e é chamado de Mar Morto.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Tecendo um paralelo entre o coração humano e os dois mares descritos, podemos logo reconhecer se temos uma alma generosa igual ao Mar da Galiléia ou avarenta e ciosa qual o Mar Morto.
Os que estamos habituados a distribuir os dons e talentos que a Divindade nos concede, somos os seres agraciados com a alegria de viver, farto círculo de amigos, flores de carinho e folhagens de ternura.
Se nos habituamos a viver sós, sem nada repartir, dividir ou partilhar, estamos semeando solidão à nossa volta, tristeza e desamparo, porque a vida é qual imensa seara que retribui a sementeira, de acordo com os grãos cultivados.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

APRENDENDO A UNIDADE NA DIVERSIDADE

O texto que se segue, é parte da palestra "Unidade na Diversidade", que realizei no dia 30 de janeiro, na Capela Sagrada Família, Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso.

Em todos os seres humanos, a noção da identidade, de quem eu sou, está irremediavelmente ligada à noção da alteridade, de quem tu és. Assumimos um eu no mesmo momento em que percebemos um tu. Não há eu sem tu. Issose dá nas primeiras semanas e meses de vida, quando o bebê começa a perceber que existem seres (a mãe, primeiramente, depois o pai e os demais, irmãos, parentes, etc.) que estão, por assim dizer “fora dele”, enquanto ele, o bebê,está “dentro de si”.

Logo após as noções de eu e de tu nascerem – e nascem juntas – surge a noção de nós. Primeiro: eu, o bebê, tu, a mamãe; tu, o papai; tu, o irmãozinho,e assim por diante... e, logo em seguida, nós: eu e a mamãe; nós: eu e o papai; nós: eu e meu irmãozinho... Mais adiante, sucessivas noções de nós vão sendo construídas e consolidadas, sempre com o eu no centro do nós e o nós no centro do mundo! Assim como para cada noção de eu existe uma noção de outro, para cada noção de nós existe uma noção de outros, ou de eles. O eu está acolhido, envolvido no nós. O eles está separado do eu, e mantém com ele uma relação de antagonismo, quer sutil, quer explícito.

Por exemplo; nós – os filhos, eles – os pais; nós – a nossa família, eles – os vizinhos; nós – eu e o papai que queremos ver o jogo de futebol na tv, eles - a mamãe e minha irmã que querem ir visitar a vovó; nós – da primeira série,eles – da segunda; nós – os meninos, elas – as meninas; e assim por diante, infinitamente.

A noção de nós e de eles é poderosíssima por ser um dos primeiros e mais fundamentais entendimentos que desenvolvemos a respeito do mundo e de como ele funciona. Tanto o nós como o eles estão indissoluvelmente ligados ao eu.O nós são aqueles que “se parecem” com o eu. Os eles são os “diferentes”.

É bom lembrar que essa noção de nós e de eles não é uma noção abstrata.Ela se configura em grupos humanos concretos, em conjuntos de pessoas que são reconhecidas por cada indivíduo. Há grupos humanos que são percebidos como sendo parte de um nós, e outros que são considerados como eles. Essa percepção do nós e do eles é uma das mais fundamentais noções a guiar os sentimentos e comportamentos humanos. Nossas simpatias, bem-querenças e lealdades; nosso respeito, admiração e amor – todos passam pelo filtro do nós e do eles. Os seres humanos pensam, sentem e agem em relação a outros seres humanos, conforme os classifiquem como parte do nós ou do eles. Sempre reservamos para os que fazem parte do nós o melhor de nossas emoções e nossos esforços, e para osque são parte do eles escolhemos entregar o restolho e a escória de nossos sentimentos e ações.

Entre os participantes de qualquer grupo humano sempre haverá um potencial conflito de interesses, percepções, objetivos, métodos... Na busca de solução para esses conflitos, os métodos e encaminhamentos empregados variam tremendamente se o conflito é entre pessoas consideradas como membros donós, ou se elas pertencem ao eles. O conflito entre nós busca ser resolvido pela negociação, pelo diálogo, pela arbitragem, pela justiça e pela legislação. Os conflitos entre nós e eles, entretanto, tendem a ser tratados pelo confronto,pela violência, pela agressão e pela guerra.

Talvez a situação mais extrema nesta diferença de tratamento entre osque pertencem ao nós e ao eles seja o conflito bélico. Na guerra, dois exércitos se enfrentam como inimigos. Cada soldado faz parte de um nós - o exército ao qual pertence - e, para cada um, os soldados do exército inimigo são o eles. Todos os que pertencem ao nós são tratados como amigos e os que pertencem ao elessão inimigos. Entretanto, paradoxalmente, com certeza devem existir homens no exército de cá que poderiam ser os melhores amigos de soldados do exército de lá, pelos valores que nutrem, pelo caráter que possuem, pelos interesses que os motivam, pela profissão que exercem, pelos passatempos que apreciam, etc. Ao mesmo tempo, entre os soldados de um mesmo exército pode não haver afinidade ou coisas em comum, a não ser o fato de fazerem parte da mesma tropa. Porém, esses potenciais amigos que estão em exércitos inimigos nunca chegarão a se conhecer e a estabelecer laços, pois estão separados pela terrível barreira do nós e do eles. Para os que pertencem ao nós, cada um reserva o melhor de sua habilidade de defesa e proteção, por piores companheiros que sejam; para os que pertencem ao eles, cada soldado trata de empregar o piorde seu ódio e força destrutiva, por melhores companheiros que poderiam vir a ser.

Embora essas noções e percepções de nós e de eles sejam tão poderosas, elas não são estáticas. É possível incorporar, quase num passe de mágica, os que eram eles no círculo do nós. Por exemplo, podemos dizer: “Nós, de nossa família. Eles, os vizinhos.” Mas se dissermos “nós, os moradores do nosso prédio”, então eles passam a fazer parte de um novo nós. Podemos dizer “nós, os paulistas; eles, os mineiros”. Mas, se dissermos “nós, os brasileiros”, então eles passam a ser parte de nós. Da mesma forma, podemos pensar “nós, os brasileiros; eles, os uruguaios”. Mas se pensarmos “nós, os latino-americanos”, não temos mais eles, apenas um grande nós. Podemos nos referir a “nós, os latino-americanos; eles,os europeus”. Mas podemos superar esta dicotomia dizendo “nós, os seres humanos”.

Este paradigma de construir uma percepção em que o eles desapareça, para dar lugar a uma dimensão sempre maior e mais ampla do nós pode ser ensinada e aprendida, e pode transformar drasticamente a maneira como vemos e sentimoso mundo e as pessoas. Na verdade, podemos dizer que uma percepção imaturada realidade está constantemente dividindo a humanidade em nós e eles. Uma percepção madura e espiritualizada reconhece apenas dimensões cada vez maiores do nós.

A qualidade de nosso afeto, respeito e amor sempre estará na dependência de como classificamos as pessoas: se como partes do nós ou do eles. É claro, portanto, que nossa capacidade de gostar, respeitar e amar sempre será proporcional ao tamanho do nós que criamos ao nosso redor e no qual nos inserimos. Aqueles que trabalham com o nós universal, que reconhecem em todos os seres humanos um irmão, estes podem experimentar o amor universal; elesse encontram acima das barreiras e limitações que bloqueiam o amor doshomens restritos às fronteiras arbitrárias e artificiais do nós e do eles.

UNIDADE NA DIVERSIDADE: COMPREENDENDO AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS A PARTIR DE SÃO PAULO APÓSTOLO

Em continuidade á matéria anterior, APRENDENDO A UNIDADE NA DIVERSIDADE, que foi parte do trabalho já mencionado, o que se segue é uma reflexão de todo o Cap. 4 da Carta de São Paulo aos Efésios, utilizada naquela mesma ocasião. Veja a seguir:




"Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Efés. 4:4-6).

Os primeiros três capítulos estabelecem a teologia da unidade cristã, unidade que anula todos os fatores divisores da humanidade. Os últimos três capítulos destacam as implicações práticas dessa unidade na vida do cristão. Agora, Paulo avança da teologia para a prática, da exposição à exortação, do que Deus fez ao que devemos nós fazer em resposta ao que Deus fez por nós. Nossa teologia deve iluminar nossa moralidade, e nossa moralidade deve refletir nossa teologia.
Assim, Paulo volta a atenção para o tipo de vida que os crentes devem ter, de acordo com a grande verdade teológica do mistério de Cristo. A unidade entre judeus e gentios não é mito, mas uma realidade que requer que nos conduzamos "de modo digno da vocação a que fomos chamados" (Efés. 4:1).



Andando de modo digno (Efés. 4:1-3)


Nos três primeiros capítulos, Paulo falou muito do que Deus fez em Cristo por nós. Agora, como resultado, ele nos aconselha a "andar de modo digno" de nossa vocação, e diz como devemos fazer isso.
1. Que cinco graças são fundamentais para o caráter cristão? O que significam elas? Efés. 4:2 e 3


Humildade. Romanos e gregos consideravam a humildade um sinal de debilidade. Para o cristão, no entanto, esta é fonte de força. É o oposto do orgulho. O orgulho está no centro da desunião, enquanto a humildade está no centro da reconciliação, como na encarnação e na cruz (Filip. 2:2-8).


A gentileza ou mansidão é essencial para a unidade da igreja. Sendo o oposto da auto-afirmação, a mansidão não reage diante das ofensas. No fim, os mansos herdarão a Terra (Mat. 5:5).


A paciência ou longanimidade é característica do próprio Deus. Ele é "longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (II Ped. 3:9).


Paciência significa resistência diante da aflição, recusa de vingar as injustiças, e não abrir mão da esperança de reparar relacionamentos interrompidos.
Suportar uns aos outros (Efés. 4:2) significa mais do que tolerância mútua. Envolve o entendimento da outra pessoa e disposição para se perdoarem e aceitar-se mutuamente.


Evidentemente, todas essas graças têm suas raízes no amor, e é esta prática ativa do amor que preserva as relações e promove paz e unidade na comunidade cristã e além.


Humildade, gentileza, generosidade, tolerância mútua e amor – Como você manifestou essas características na semana que passou? Se você pudesse fazer algumas dessas coisas novamente, o que seria? Mais importante, como você evitaria cometer novamente os mesmos erros?

Por que unidade? (Efés. 4:4-6)
2. Qual é a importância da unidade para o cristianismo? Efés. 4:4-6
Efésios 4:4-6 é uma das passagens mais majestosas da Bíblia. A estrutura de sua construção, a grandeza de sua prosa e a fundamentação da unidade na plenitude da Divindade são incríveis. Se alguém ousar fazer a pergunta: "Por que os cristãos devem ser um?", a resposta virá neste argumento inexpugnável: Porque tudo o que se refere à fé e à vida cristã é um.
Deus ordenou a unidade do corpo cristão. Um Deus, por meio de um Cristo nos redimiu do pecado, deu-nos uma fé, nos regenerou por um Espírito, nos fez membros de um corpo por meio de um batismo, e nos deu uma esperança eterna.
A estudarmos esta fórmula séptupla, outro fator significativo precisa ser notado. Toda a Divindade está envolvida na unidade da igreja. Esse tema está em harmonia com o espírito da epístola, que freqüentemente enfatiza o papel da Trindade na história da redenção.
Deus Pai – "o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Efés. 4:6). Ele é tudo em todos.
Deus Filho – "o autor e consumador da nossa fé" (Heb. 12:2), "a esperança da glória" (Col. 1:27), o fundamento da igreja, Seu corpo.
Deus Espírito Santo – o agente de nossa experiência de novo nascimento que nos leva ao batismo (I Cor. 12:13).

"No quarto capítulo de Efésios o plano de Deus é revelado com tanta clareza e simplicidade que todos os Seus filhos podem se apropriar da verdade. Aqui é exposto claramente o meio que Ele designou para manter a unidade em Sua igreja, isto é, que seus membros revelem ao mundo uma experiência religiosa saudável."
Deus une. O amor nos une." Todos gostaríamos de ser instrumentos do amor de Deus. Por que as cinco graças mencionadas na lição de ontem são tão decisivas para experimentarmos essa unidade comentada na lição de hoje?

Unidade: diversidade de dons (Efés. 4:7-11; I Cor. 12:28-31)

Efésios 4:6 fala de Deus como "Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos". A ênfase de que todos temos o mesmo Pai destaca a unidade da igreja. No verso 7, Paulo diz que "a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo". Nem todos receberam o mesmo dom, nem na mesma medida (v. 11). Assim, Paulo se volta de "todos nós" (v. 6) para "cada um de nós" (v. 7) – e então, da unidade para a diversidade na igreja. Diversidade não significa divisão; significa que existem diferentes dons, e esses dons devem ser usados para a unidade da igreja. Afinal, o mesmo Espírito que distribui os dons nos permite trabalhar juntos para o fortalecimento e a edificação da igreja de Deus.

Faça uma lista dos dons citados em Efésios 4:11. Compare com os dons mencionados em Romanos 12:6-8 e I Coríntios 12:28-31. O que Paulo diz sobre a natureza e o uso dos dons? Ao mesmo tempo, pergunte a si mesmo:
Qual é o meu dom?
Como o tenho usado ultimamente?
Como posso aumentar meu dom a fim de torná-lo mais eficaz no trabalho do Senhor?

Unidade: equipados para o ministério (Efés. 4:12 e 13)
4. Acabamos de estudar os dons que Deus deu à igreja. A seguir, Paulo relaciona em Efésios 4:12 duas razões para esses dons. Quais são elas? Como se relacionam?
A primeira é a de equipar os santos para o trabalho do ministério. O termo equipar vem de uma palavra que significa consertar, como remendar uma rede rasgada (Mat. 4:21) ou reparar um osso quebrado. Assim, equipar os santos se refere a preparar, treinar e torná-los prontos para o serviço para o qual eles são chamados.
Isso desperta a pergunta: Quem são os ministros da igreja? De acordo com o Novo Testamento, todos os cristãos são ministros, comissionados pelo próprio Senhor para ir, fazer discípulos de todas as nações, batizar e ensinar (Mat. 28:18-20). O trabalho do ministério não é reservado a uns poucos privilegiados (clero), mas a todos os que professam o nome de Cristo. O ministério cristão é individual, olho-no-olho. Nenhum membro da igreja pode alegar isenção do ministério, e ninguém do ministério pode alegar privilégio exclusivo para a função.
A segunda razão para dar dons é "para a edificação do corpo de Cristo" (Efés. 4:12). Nenhum dom que possamos ter – seja ensino, seja pregação, evangelismo, cura, aconselhamento, visitação, consolação, socorro – deve ser reservado para uso pessoal. Todos esses dons são designados para o bem coletivo e o crescimento da igreja, caso contrário, os detentores terão seus dons retirados (Mat. 25:24-30). A igreja só pode crescer quando seus membros se amam e se interessam uns pelos outros e juntos buscam alcançar a comunidade que os rodeia com a graça e o amor de Cristo. O ministério de todos os membros apressará o dia em que todo o globo será circundado pela mensagem salvadora de Cristo. Assim, a igreja exercerá "a unidade da fé" e receberá a "plenitude de Cristo" (Efés. 4:13). Uma pessoa plena de Cristo não pode permanecer muda quando alguém lá fora está sem Cristo. Este é o motivo do ministério.

REFLEXÃO - AS 7 VERDADES DO BAMBÚ

AUTOR: Padre Léo
FONTE: “Buscai as coisas do Alto”
Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:
Vovô, corre aqui !
Me explica como esta figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para abraçar seu tronco se quebrou, caiu com vento e com chuva, e... este bambu tão fraco continua de pé ?


Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
  • A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.
  • Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.

  • Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sòzinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

  • A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

  • A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” ( e não de eu’s ). Como ele é ôco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
  • A sexta verdade é que o bambu é ôco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser ôco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
  • Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

OUTONO DA VIDA - de: Rayma Lima

(Texto recebido por e-mail)

Outono da Vida

A natureza é perfeita!
Nos prepara o dia e a noite!
O sol , lua e estrelas
A estação das flores e frutos.
Tudo isto movimenta a terra.
Dia a dia sempre a mesma coisa
Mas há uma diferença entre nós, os humanos
Cada dia, cada estação que se passa
Nossa vida muda, radicalmente...
Então passamos a pensar diferente
Já não temos aquele entusiasmo de antes
O outono chega em nossas vida
Mas os dias, o sol, as estações do ano,
permanecem.
Quando percebemos tudo já passou!
Não a natureza, mas nós...
Aí vem a recordação, o sofrimento ,
pois sabemos que nada poderá ser retroagido.

COM O TEMPO

Você aprende que estar com alguém só porque esse alguém lhe oferece um bom futuro, significa que mais cedo ou mais tarde você irá querer voltar ao passado...
Você se dará conta que casar só porque “está sozinho(a)”, é uma clara advertência de que o seu matrimônio será um fracasso...


Com o tempo...
Com o tempo...
Com o tempo...

Você compreende que só quem é capaz de lhe amar com os seus defeitos, sem pretender mudar-lhe, é que pode lhe dar toda a felicidade que deseja...
Você se dará conta de que se você está ao lado de uma pessoa só para não ficar sozinho(a),com certeza uma hora você vai desejar não voltar a vê-la...

Com o tempo...
Com o tempo...

Você se dará conta de que os amigos verdadeiros valem mais do que qualquer montante de dinheiro...
Você entende que os verdadeiros amigos se contam nos dedos, e que aquele que não luta para os ter, mais cedo ou mais tarde se verá rodeado unicamente de amizades falsas...

Com o tempo...
Com o tempo...

Você aprende que as palavras ditas num momento de raiva, podem continuar a magoar a quem você disse, durante toda a vida...
Você aprende que desculpar todos o fazem, mas perdoar, só as almas grandes o conseguem...

Com o tempo...
Com o tempo...

Você comprende que se você feriu muito um amigo, provavelmente a amizade jamais será a mesma...
Você se dá conta de que cada experiência vivida com cada pessoa, é irrepetível...

Com o tempo...
Com o tempo...

Você se dá conta de que aquele que humilha ou despreza um ser humano, mais cedo ou mais tarde sofrerá as mesmas humilhações e desprezos, só que multiplicados...
Você aprende a construir todos os seus caminhos hoje, porque o terreno de amanhã é demasiado incerto para fazer planos...

Com o tempo...
Com o tempo...

Você compreende que apressar as coisas ou forçá-las para que aconteçam, fará com que no final não sejam como você esperava...
Você se dará conta de que, na realidade, o melhor não era o futuro, mas sim o momento que estava vivendo naquele instante...

Com o tempo...
Com o tempo...

Você aprende que tentar perdoar ou pedir perdão, dizer que ama, dizer que sente falta, dizer que precisa, dizer que quer ser amigo...

...junto de um caixão...
...deixa de fazer sentido...
Com o tempo...


Por isso, recorde sempre estas palavras:
“O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde”.
Exatamente quando: “JÁ NÃO HÁ TEMPO!”
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Luciana da Silva