domingo, 17 de maio de 2009

UM DIA AS DORES ACABAM...

É incrível, mas um dia toda dor acaba. É como acordar sem febre depois de noites de agonia. Você se pergunta distraída: Onde está a dor que eu deixei aqui? Foi embora, de repente, sem ser notada, sem alarde.
Um dia você percebe que alguma coisa parou de doer. Um dia você entende que não precisa mais daquela dor. Um dia você sente preguiça de sofrer e tem vontade de alongar a alma, estende-la ao sol.
As dores acabam por que a vida é maior e mais teimosa.
Quando se está no olho do furacão, no fundo do abismo, velando um ente amado, rolando na cama vazia, a dor parece eterna, presença maciça, definitiva, que tudo ocupa e devasta. Ela fica ali, sentada no sofá, servindo-se do jantar, pulsando na outra metade do leito, rondando sua intimidade, compartilhando sua rotina. Lê seus livros, vai ao cinema com você, amiga íntima, inseparável. Torna-se familiar, corriqueira. Essencial. Reverenciada. A dor é um dublê que ocupa o lugar deixado pela sua alma ferida, encolhida, retirada. Despojo de toda perda. Matéria feita de ausências.
Quando se está em dor, a frase que mais se ouve é: Vai passar... Nada como um dia após o outro ou então, O tempo cura tudo! Naquela hora, tudo soa ridículo, leviano, estúpido. Dá vontade de gritar, numa espécie de arrogância e vaidade às avessas: Você não conhece a minha dor. A minha dor é a maior do mundo e nunca vai passar!
Cuidado! A dor é aderente. Não se apegue demais, não se deixe seduzir. As sombras não protegem apenas escondem. Não se aprisiona a dor sem tornar-se prisioneiro dela. A dor pode virar um vício. Uma grande justificativa. Uma explicação respeitável. O inferno consentido. Um destino e não um caminho. O tumor alimentado com diligência. O veneno tomado solenemente.
A dor que não é doença tem prazo de validade. Cumpre um ciclo. É percurso, mal necessário, remédio amargo. Expurgo. Esconjuro. Depuração. Quando ela acaba deixa um vazio, um descampado que será aos poucos inundado pela sua alma alargada, reintegrada que se espalhará como maré alta e tudo contemplará.As grandes dores parecem inesgotáveis, insaciáveis. Mas mesmo as dores indizíveis, aquelas das perdas impronunciáveis, as dores abissais que contrariam as leis da vida, mesmo essas um dia passam. Param de fisgar, de sangrar. Cansam, aquietam. Libertam-se de nós e viram cicatrizes, marcas, tatuagens.
É comovente e belo trazer no corpo e na alma as marcas das dores bem vividas. Nada mais natural que fazer as pazes com nossas dores. Deixá-las partir sem medo. Lembrá-las sem sobressaltos. Reconhecê-las. Afinal, “nós também somos o que perdemos”.

NÃO CONSIGO DIZER NÃO....

Não consigo dizer não, mas muitas vezes sou muito direta e sempre deixo a impressão de autoritária, gostaria muito de melhorar meu jeito de falar e de me comportar, para passar uma imagem e ser mais calma e menos direta.
Realmente é muito difícil dizer não no ambiente de uma organização, nós brasileiros gostamos de ser muito atenciosos e prestativos. O que devemos ter em mente é que um comportamento assertivo, como o próprio nome diz releva a importância do dizer não sendo claro, objetivo e honesto. A impressão do dizer não assertivamente não leva a imagem de ser uma pessoa agressiva e sim de ser uma pessoa de personalidade e competência. Colocamos as prioridades exatamente onde elas devem estar em primeiro, segundo ou terceiro lugar, o seu TEMPO vale dinheiro.

Utilize muito nas suas frases o EU (você no caso) e explique com objetividade, sem ficar dando voltas, o porquê e como você sente fazendo aquilo sem poder no momento atual. Garanto que com as dicas acima você irá melhorar sua influência e maneira de trabalhar com as pessoas. Uma coisa eu sempre digo e nós gestores confundimos muito, DITAR, DIRECIONAR não é GRITAR e muito menos HUMILHAR, vão existir momentos que você precisará ditar e direcionar apenas.

EU NÃO SEI DIZER NÃO!!!

Para falar não, temos que criar o hábito do comportamento assertivo que nos fornece meios de expressar nossos sentimentos e necessidades de uma maneira passiva e sem agressividade.

Como todos têm necessidades, expectativas e sentimentos, precisamos de uma maneira de comunicação que não seja ofensiva, ou que deixe nossas necessidades de lado sendo extremamente passivos.


Para exemplificar nosso texto, há um vídeo no Youtube que demonstra claramente uma cena na qual todos já passamos em nosso trabalho. Esse é um caso claro na qual nos comportamos passivamente e por final acabamos aceitando algo, até mesmo se for para trabalhar no final de semana como pedido pelo colega na cena.

Se você não tem certeza se o seu comportamento é assertivo responda as questões:

- Você tem problemas em dizer não, mesmo quando você deveria?
- Você sente-se como as pessoas abusassem de você?
- Você tem problema em controlar seu humor?

Se você respondeu pelo menos um sim, você vai achar esse texto essencial na melhoria do seu comportamento no dia-a-dia.

Vamos esclarecer melhor o comportamento assertivo, respondendo o que não é assertivo. Definitivamente assertividade não é um estilo de vida, não é uma garantia que você irá conseguir o que você quer e não é um estilo de comunicação aceitável com todos, mas ao menos é uma maneira de não ser agressivo.
Seis características são essenciais no comportamento assertivo, pratique-as:

- contato visual: demonstre interesse;
- postura corporal: ajuda na transmissão da mensagem;
- gestos: melhora a ênfase;
- voz: em nível moderado auxilia no convencimento e não intimida;
- tempo: utilize do seu julgamento para maximizar a receptividade;

- conteúdo: onde, como, quando você escolhe para transmitir a mensagem.

Algumas pessoas acham mais fácil ser assertivos em certas situações do que em outras. E isto é verdadeiro. É muito fácil dizer não a estranhos do que pessoas na qual você possui algum sentimento e que possam ficar bravas se você expressar seus verdadeiros sentimentos. Quando na verdade o mais importante é ser assertivo com as pessoas que gostamos.Ser assertivo com as pessoas que convivemos em nosso trabalho e casa faz com que aumente o respeito, a disposição deles em ver que você é uma pessoa que respeita a si e outros e por final o torna uma pessoa mais amável.
Vamos ver a seguir um exemplo dos que mais nos assombra durante nossa vida e como utilizar o comportamento assertivo para não ser agressivo.
“Eu gostaria de mostrar a você alguns produtos”
Assertivo: “Não obrigado, Eu não estou interessado”.

“Eu tenho uma margem ótima para negociar com você”
Assertivo: “Isto pode ser verdade, mas eu não estou interessado no momento”

“Você conhece alguém que possa estar interessado também?”
Assertivo: “Eu não quero nenhum desses produtos”

“Está certo, você aceita levar um de nossos portfólios?”
Assertivo: “Sim, um portfólio eu levo.”

“Obrigado”.
Assertivo: “Disponha”.

Lembre-se parte do comportamento assertivo é a habilidade de expressar suas necessidades e sentimentos, é como no exemplo, você deve manter sempre nas frases o “EU”, que identifica um comportamento direto e honesto. Hoje utilize desses exemplos nos momentos que for necessário, utilize da seguinte frase para ajudá-lo:

Quando você (comportamento deles), então (os resultados dos comportamentos deles), eu me sinto (como você sente), essa frase é uma ferramenta poderosa para auxiliá-lo no inicio do seu processo, ela transmite exatamente os conceitos do comportamento assertivo.

RELACIONAR-SE: UMA ARTE A SER APRENDIDA...

Por que os homens empacam nos relacionamentos? Esta é uma das perguntas, frequentemente formuladas pelas mulheres.
Não posso dar uma resposta direta a esta pergunta, por várias razões:

1) não sou homem e, portanto, não posso falar a partir da própria experiência;
2) não sei se todos os homens empacam e;
3) mesmo que seja assim, é provável que cada um o faça por motivos muito particulares.

No universo humano, cada pessoa tem suas razões próprias, embasadas em uma história de vida e um contexto únicos. Mas posso levantar mais perguntas e, com isto, contribuir para que cada pessoa, seja mulher, seja homem, possa encontrar suas próprias respostas e chegar a uma compreensão melhor, se não absoluta, a respeito dos relacionamentos.

Em primeiro lugar, toda pergunta é formulada por alguém, que tem suas próprias razões para formulá-la. Então, quem é esta mulher que faz a pergunta e a partir de que perspectiva ela a formula? Quais são as experiências e expectativas que configuram o contexto a partir do qual a pergunta emerge? Quando digo que o homem empaca, estou afirmando que EU quero que ele siga em frente, vá a algum lugar. É de minha perspectiva pessoal que defino seu comportamento. Eu quero que ele faça algo que é o meu desejo. E se ele não quiser? Talvez ele não esteja empacado, mas esteja conscientemente “pondo o pé no freio”, como me sugeriu um homem, fazendo suas próprias escolhas.

Claro, por muitos séculos as mulheres foram ‘doutrinadas’ a seguir os homens, de modo que, se quisessem chegar a um lugar, seria necessário que eles as levassem. Assim, inconscientemente, ainda esperamos que eles liderem o caminho. Apesar de não estarmos mais submetidas a estas regras sociais, os padrões comportamentais perduram por muito mais tempo no inconsciente, determinando nossos desejos e expectativas. Padrões antigos e novos se conflitam em nossa experiência emocional. Então é importante esclarecer primeiro para onde eu quero ir e porque quero ou preciso que ele me acompanhe.

Muitas vezes não sabemos o que realmente queremos. Achamos que queremos algo e ficamos querendo que o outro nos acompanhe, mas não sabemos dizer claramente para onde queremos ir e o que esperamos do outro.

Quero que o outro se comprometa comigo? Primeiro preciso saber qual é o nível de comprometimento que tenho comigo mesma. Vamos primeiro nos perguntar o que é que queremos dele. Muito daquilo que esperamos de um parceiro, podemos proporcionar a nós mesmas. Existem muitos modos diferentes de atender às nossas necessidades, além de depender de alguém para nos preencher. Em lugar de nos queixarmos de que chega um ponto em que ele não quer dar mais, talvez pudéssemos nos perguntar se ele tem para nos dar aquilo que queremos.

E mesmo que tivesse, ele não teria o direito de não querer dar? E se nós aceitássemos aquilo que ele tem para oferecer? Com isto não quero dizer que precisamos nos satisfazer com o que nos é dado. Mas é muito comum que, nos relacionamentos amorosos, ocorra uma regressão à nossa condição de criança, fazendo com que todas as insatisfações e insuficiências que acumulamos ao longo da existência se apresentem para serem atendidas. Muitas vezes escolhemos, inconscientemente, pessoas que não têm para nos dar o que queremos. Considerando que aquilo que queremos insistentemente é algo que nos faltou no passado, esta escolha tem uma importante função psicológica, porque é uma tentativa de completar um vazio em nossa experiência infantil.

Mas é fundamental nos conscientizarmos de que não é o outro que vai preencher este vazio, ele apenas atua como um catalisador, que traz à tona aquilo que estava oculto no nosso porão emocional.Se assim não fosse, porque eu não sigo em frente, quando ele empaca? Será que eu também não estou empacada em alguma parte da minha trajetória evolutiva? Se eu desempacar e seguir em frente, talvez ele se sinta estimulado e tenha vontade de me alcançar e acompanhar. E se ele não o fizer, porque eu ficaria empacada, culpando-o por minha escolha de não seguir em frente? Para atrair alguém ao lugar que queremos, precisamos ir a este lugar e demonstrar que ele é desejável.

Na esfera dos relacionamentos, nós mulheres realmente queremos chegar muito mais longe, mas precisamos nos responsabilizar por nossos desejos e assumir a liderança, pois os homens não sabem o caminho. Sempre foram as mulheres que iniciaram os homens nos caminhos da emoção, seja como mães, irmãs, sacerdotisas, cortesãs. Mas elas não exigiam nada deles, elas sabiam que eram eles que precisavam aprender, que eles eram iniciantes nas esferas do amor. E assim, assumiam uma atitude amorosa e com isto transmitiam sua própria experiência para eles. Mas os tempos são outros e talvez não queiramos mais assumir o compromisso de ‘educá-los’, assim como os homens talvez não estejam mais dispostos a assumirem a responsabilidade por mulheres que dependam deles.

A questão dos relacionamentos é o foco do nosso próximo passo evolutivo como seres humanos. Precisamos aprender a nos relacionar de forma mais amadurecida, adquirir maestria não apenas nos relacionamentos amorosos, mas nos relacionamentos em geral. Viver uma relação significa eu me abrir para o outro, acolher o outro como ele é. Quando quero influenciar alguém, preciso me deixar influenciar. Claro que isto precisa acontecer com consciência. Quando me deixo influenciar, acolho o outro no meu campo e interajo com ele, respeitando e honrando o que ele é.

Ao fazer isto, dou ao outro a possibilidade de experimentar o que quero dizer, uma vez que ele está acolhido no meu campo e pode experimentar o que eu sinto. Se formos capazes de lidar com as diferenças, poderemos fazer dos relacionamentos entre mulheres e homens a melhor sala de aula para criarmos tempos mais felizes.

Para isto, precisamos nos conscientizar e trabalhar conosco, clareando nossos desejos, nossas necessidades, nossos anseios; precisamos conscientizar nossas crenças e emoções limitantes, criando novos padrões de comportamento e de relacionamento conosco e com os demais seres humanos. Muitos homens têm-se queixado de que estão cansados de ‘discutir a relação’. E eles têm certa razão. Relação é algo que se vive, não algo que se discute. As palavras geralmente caem no vazio, porque homens e mulheres falam de lugares diferentes, como demonstram estudos linguísticos.

As mulheres falam para se relacionar, os homens falam para responder a uma situação e encontrar uma solução. Não é de estranhar que não nos entendemos!

Acredito que todos podemos falar de ambos os lugares em momentos distintos, mas para sabermos que lugar estamos ocupando e de que lugar o outro está falando, precisamos estar conscientes. Precisamos estar em contato com os nossos sentimentos e acolher os sentimentos do outro. As discussões sobre as relações são, em sua maioria, cobranças e acusações mútuas, com ambos assumindo uma atitude defensiva ou acusadora, alternada ou simultaneamente. É mais um jogo de pingue-pongue, uma conversa de surdos-mudos, do que um diálogo. E isto não leva a lugar algum.

Precisamos desconfiar das histórias românticas que nos foram empurradas goela abaixo e deixar de esperar o príncipe encantado. Relacionar-se com pessoas de carne e osso, com suas limitações, fraquezas e deficiências, requer fortalecer nossa capacidade de amar verdadeiramente, começando conosco. Acolher nossas próprias fraquezas e deficiências, procurando nos suprir das coisas que são importantes e saudáveis para nós; significa assumir responsabilidade por nós mesmas e não depositar nossa felicidade nas mãos de alguém ou alguma outra coisa. Isto invariavelmente nos levará à decepção e à insatisfação.

Aprimore-se na arte do relacionar-se, começando com uma relação honesta e consciente com você mesma!
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Luciana da Silva