domingo, 18 de janeiro de 2009

CHEIRO DE MÃE...







Escrito por: Magda Cristina de Souza, (usuária do Ambulatório de Saúde Mental de Praia Grande).






CHEIRO DE MÃE...

Saudades de toques, acorde e risos...
Quando a tarde finda, acende-se o lampião
O vermelho do crepúsculo tem a leve transparência
De véus - vermelho hibiscus.
O balanço da rede na varanda sabe.
O cheiro de hortelã com um leve toque de sândalo.
O doce canto do vento nas folhas da mangueira.
A cadeira vazia está lá. Num canto escondido, empoeirada.
E a mesma poeira encobre as cordas do violão, já não vibram mais.
A tarde cai mais tarde.
O tempo custa - a passar - posto que - a saudade -
Presença do ausente - tomou todo o lugar.
O agridoce sabor do tempo ido
O antigo cúmplice mais que amigo.
O tempo apagou sua energia, em doces rugas tornou-se o sorriso,
De pai alegria, correndo o véu de uma doce lágrima.
Sol no olhar, lua no sorriso, trazendo certa melancolia.
E o coração a bater melodia triste
E nada se sabe, nada se disse
Daquela que ali reinou um dia!!!

DENSO CAOS

Escrito pela psicóloga Nina Rosa Magnani em Nova Lima - MG, para o 2º premio Arthur Bispo do Rosário.












Danço no cais
Como quem não vai partir
Penso nebulosidades
Ás vezes a clareza se define
Entre brumas, vapores neblinas,
Algo de extremamente correto e lúcido
Me permeia e incita o destino.
Caio na noite
Subo no raio,
Mergulho denso
Guiado pelo indefinivel poder da vida
Preenchimento inevitável do que já não é
Se acabou com todo este caldo morno,
Pesado de possibilidades.
Em meio ao perigo,
A forma rompe o caos,
Como os fios de seu cabelo
Se desembaraçam e formam a trança dos seus dias.
(Ritmo e ordem sempre moram no íntimo do vendaval).
Preenchimento inevitavel dos buracos, do tempo
Com as cores da vida.

MATURIDADE

O poema que se segue é de Radiá Magalhães Pimenta, usuária do Cersam - Leste, Centro de Referência de Saúde Mental Região Leste de Belo Horizonte - MG.

MATURIDADE


Limpe a mesa
Coloque a taça
Dispa os sonhos das mil cores que possuiam
Destrua o pedestal de si próprio
Meça as palavras
Dê-lhe outro tom
Conte o caminhar
Quantos passos para a chegada
Veja, a paisagem nem é mais aquela
Está desprovida do belo
O sol é mais ameno, o respirar mais lento
O caminho está mais perto
Menos pessoas, o essencial é estar só
Sentir o próprio coração pulsar
A grandeza de chegar sozinha
Enquanto a multidão dissipa
Cospe o sol, aplaca a tua ira
Diz adeus aos dotes
Inteire-se de que doravante
É o fruto do outono na paisagem
Melancolia deste lugar
Onde estão as quimeras?
Fale baixinho, seja discreta
Pois Deus pode escutar o seu bravejar
Trace a sua meta, olhos postos no horizonte
Contemple o mundo, reze baixinho
Sussurre um nome, seja dócil, meiga
Aceite as coisas que ainda restam
Exigência é coisa descabida agora
Segure para si o melhor da safra
A colheita é aquela que você plantou
Faça da fruta o melhor suco
Beba-o, ouse pedir companhia para o desfrute
Senão beberique sozinha
Sorvendo gota a gota o sumo da vida
Onde estão todos?
Hum... acho que beberam
Os seus sumos, e já se foram...
Esperem por mim
Os outros estão longe
Escutem-me
Irei alcançá-los
Depois de caminhar e beber.

A MÁGOA E SUAS IMPLICAÇÕES.

Artigo publicado na Revista Psicologia Brasil Nº 16 - Dezembro de 2004. *Odair José Comin, Psicólogo, Hipnoterapeuta e Escritor.

A complexidade que permeia as interações e relações humanas, abre brecha nas quais nascem diferentes desentendimentos. Isso, devido as precárias analises que são feitas dos discursos explícitos da comunicação direta. Quando ouvimos um relato, o que nos é repassado, dificilmente passa dos atos e conseqüências, as causas são desconhecidas, mesmo e principalmente por aquele que as verbaliza. Para quem ouve, não se pode fazer interpretações sem uma investigação mais aprofundada. As dinâmicas entre causa, ato e conseqüência, são bastante complexas e por isso a investigação é imprescindível antes de qualquer resposta ou atitude.
Quando temos uma queixa. Por exemplo: “fui despedido e estou mal”, esta é a queixa trazida e aparentemente o que lhe incomoda. Diante desta afirmação poderia se perguntar: Por que fostes despedido? “Porque briguei com meu chefe”, ele responderia. Esta poderia ser então a causa, ou mesmo outras perguntas poderiam ser feitas para investigar mais a fundo a briga com o chefe e o que ocasionou, podendo surgir outras causas. Outra pergunta que poderia ser feita é: o que aconteceu ou acontecerá agora? “Não gosto de ficar sem trabalhar, fico angustiado e deprimido”. Esta seria a conseqüência. Outra pergunta ainda poderia ser feita: diante disso, o que mais lhe incomoda: ter brigado com o chefe, ter perdido o emprego ou ficar sem trabalhar e deprimido?” É importante que não se julgue, mesmo que a resposta pareça óbvia, é preciso que a resposta venha do próprio “queixante”, para que o diagnóstico seja mais preciso.
Às vezes para uma conseqüência, teremos sempre a mesma causa. Por exemplo, a lei da gravidade como causa da caída de objetos que são lançados para o alto, este sendo o ato em si. O ato modifica, pode-se tanto jogar uma bola ou uma pedra, ambas conseqüentemente cairão. Outras vezes, para uma conseqüência podemos ter diversas causas, ou diferentes conseqüências para a mesma causa. Uma traição pode resultar em diferentes desfechos: fim o relacionamento, um entendimento, a compreensão do traído, uma briga, sentimento de ódio, raiva, ressentimento, mágoa e outros. Causa, ato e conseqüência, também podem tornarem-se um ciclo, e um ir gerando a outra, como evaporação, nuvem e chuva, uma vai provocando a outra até que o padrão seja quebrado.

A Teia da Mágoa
A mágoa se apresenta como um desgosto, um descontentamento, que pode ser por alguém ou pela própria vida. Uma amargura que no sentido da palavra, nos deixa um gosto amargo pelas relações passadas, uma grande paixão que se tornou reduto de ódio e por conseqüência, o corrosivo sentimento de mágoa. A mágoa nos deixa demasiados pesados para nos movimentar e demasiados lentos para pensarmos com lucidez, prudência e coerência. A mágoa nos enleia em suas teias como uma traiçoeira aranha, nos abocanhando repentina e plácida. Lentamente ela nos devora, jogando seu néctar que nos corrói por dentro e nos trazendo dor e sofrimento.
Buscamos respostas e soluções para a mágoa e suas diferentes implicações, assim como a absolvição, para que a mágoa seja entendida. Claro é, que esta é uma discussão complexa, ampla e difícil. Um tema que evidentemente não será esgotado, pois a mágoa é como um rio que escore como o sangue em nossas veias, impregnada como um sentimento corrente no ser humano. A mágoa é uma forma de pensar e sentir, que causa muita dor e sofrimento. Muito mais em quem a sente, do que em seu alvo. Estar magoado é como tomar uma dose de veneno, esperando que o outro morra. Um desgosto que normalmente vem e toma o lugar de um sentimento virtuoso: o amor. Alguém que pelo lugar em que ocupa deveria ser amado, de repente, por atos talvez impensados, ou que seja premeditados, escolhidos, ou imprevisíveis, é julgado às vezes sem muita lucidez tornando-se então, reduto de mágoas. Neste caso, o mais importante não foi a intenção do outro, mas a própria reação. O outro acaba por se tornar um ser humano deplorável, imprudente e desumano. Uma amargura que contagia sentimentos e acaba deixando o gosto amargo no dia a dia, az vezes chegando a perder a graça ou o próprio sentido da vida. Perdem-se uns dos outros e não querem mais se encontrar, preferindo a solidão em detrimento do perdão e da companhia. Chegando em muitos casos a arrastar essa mágoa por toda a vida.
“Meu pai era alcoólatra e quando eu era criança me batia, depois que cresci saí de casa e nunca mais voltei, não perdôo meu pai, se quer o reconheço como tal”. Um depoimento como este pode guardar muita mágoa. A dor talvez não consiste no fato de não ter tido um pai “normal”, que dê carinho, afeto e amor a seu filho. Mas sim, na incapacidade de perdoar e a intolerância cunhada e julgada num comportamento paternal não muito sadio. De forma alguma neste texto cabe a generalização. Mas é importante saber que as pessoas dentro das suas possibilidades, procuram fazem o melhor que podem. Se não fazem ou fizeram diferente, é porque talvez não sabiam. Quem sabe este tenha sido o modelo de educação que tiveram, foi a forma que aprenderam a viver e educar, por isso, repassam achando ser a melhor ou mesmo a única forma de viver a vida e ensinar alguém a vivê-la. Não estamos defendendo pais agressivos ou alcoólatras, mas sim, tentar entender o porque de agirem de tal maneira, ou seja, as causas.
Talvez alguém chegue falando, “meu pai é violento com minha mãe, espancou a mim e minha irmã até a adolescência. Hoje minha irmã está casada com um homem que a violenta, é agressivo com ela. Eu estou namorando um cara que usa drogas e é violento também”. Bem ou mal, bom ou ruim, nossos primeiros e principais modelos de homem e mulher são nossos pais. Se tivermos poucos contatos sociais, o que aprendermos em casa, isso se torna “normal”, e é desta forma que viveremos, acharemos que realmente é assim que funciona. Neste caso, os homens realmente são violentos, todos são assim e sou atraída por eles, poderia pensar. Todavia, um belo dia descobre-se que os homens podem ser diferentes. Como ficam os sentimentos pelos pais destes indivíduos? Esta é uma das formas da mágoa nascer trazendo conseqüentemente suas implicações.
Complexidade Humana
Ao falarmos de ser humano, é impossível usar scripts, impossível ter “pacotes” pré-preparados. O mais certo é o incerto. A “armadura” que serve para um, dificilmente servirá para outro. Por isso, descartemos interpretações que tentam enquadrar o homem em moldes padronizados, e por isso, pouco lúcidas e aceitáveis. É necessário investigar as causas que regem os problemas e especialmente os problemas daquele indivíduo em particular. Fazendo por ele mesmo chegar à conclusão necessária, sem colocar palavras em sua boca, pensamento em sua mente ou sentimentos em seu corpo. Quando se conhecem as causas primeiras ou princípios pelos quais este indivíduo vive, fica mais claro seu entendimento, possibilitando decisões mais acertadas para aquele problema em si.
A questão que mais intriga e causa controvérsias, é depois de conhecidas as causas, como isso pode ou deve ser trabalhado para se chegar a uma resolução mais rápida, concreta e definitiva. Se pegarmos vários pensadores, veremos que cada um trilhará um caminho próprio. Depende de como cada um entende o ser humano, qual é seu método. Alguns irão ao passado onde tudo começou e de posse dessas informações trabalharão, outros buscarão explicações nas inter-relações do indivíduo. Aqueles que acreditam no inconsciente, talvez joguem a responsabilidade para ele. Outras ainda trabalharão no presente com orientação para o futuro, buscando a solução ou mudança. Diferentes são as formas, todas têm suas qualidades, imperfeições e limitações. Umas serão mais rápidas, outras mais lentas. Cada uma possui seus méritos. Talvez a mais assertiva será aquela que conseguir no menor espaço de tempo utilizar a realidade individual do paciente, causando o mínimo de dor e indiferença e o máximo de prazer na solução do problema.

Absorção da Mágoa
Para que se possa eliminar a mágoa, é necessário absolver. E para absolver é necessário que se conheçam as causas pelas quais o outro fez o que fez. Na medida em que você entende e coloca-se no lugar do “acusado”, poderá tomar sua decisão, declarando-o inocente se inocente for. Perceber que talvez o outro seja inocente por ter agido com ignorância, ou simplesmente por ter feito o melhor que poderia, pois não tinha escolhas. Entretanto, você pode descobrir que o outro agiu de má fé. Tudo foi premeditado, ele tinha escolhas, ele poderia ter feito diferente, mas não o fez, neste caso, é mais complicada a absolvição. Porém, não aceitar o erro do outro, não significa que não possa perdoa-lo, você pode sim absolve-lo mesmo sabendo que o outro agiu de má fé. É possível buscar um entendimento para que isso não se repita mais. Se for alguém que não faz mais parte do seu convívio ou mesmo que já tenha falecido, podes perdoar sem uma comunicação direta, mas sim apenas consigo mesmo, neste caso, o seu perdão é o elixir da sua cura.
Somente pode ser absolvido quem de alguma forma cometeu um erro ou é culpado. Mas isso aos olhos de quem? Neste caso, do acusador em especial. O que é natural ou certo para alguns, pode não ser para outros. Assim, se você acha que alguém errou e depois descobre as causas que levaram a fazer tal ato e que talvez no lugar dele faria o mesmo, como fica? Na verdade, você não precisaria mais absolvê-lo, haja visto, ele não ter cometido nenhum “crime”. Ai pode nascer uma implicação da absolvição, que é a caça virar-se contra o caçador, e agora quem deve ser absolvido é o acusador, por ter sido precipitado em seus julgamentos, por não ter se utilizado da prudência.
Temos então o outro lado da absolvição, para que o absolvidor não sinta culpa em inocentar o suposto acusado quando este não tem culpa, é necessário fazer uma analise de si mesmo e perceber o que o levou a fazer tal ato, para que o círculo não continue e você sinta-se culpado por agir precipitadamente, continuando a sofrer. Da mesma forma que o outro, você também fez o melhor que pode dentro do que sabia e de suas possibilidades. Se não percebeu alguns detalhes e informações importantes durante o processo de acusação, talvez tenha sido porque nunca antes alguém lhe falou, que isso era necessário ser feito. Nunca antes você aprendeu que diferentes detalhes devem ser levados em consideração, antes de tomar decisões.
É importante ir além dos atos e conseqüências. É necessário perceber as causas. Em que momentos tais atitudes foram tomadas e porque foram tomadas. Que ambiente serviu de cenário. Que outras pessoas influenciaram em tais decisões. Que tipo de educação esta pessoa teve. Quais foram as possíveis motivações e crenças que levaram a tais atos. Quais eram as possibilidades de escolhas naquele momento e se tinha mais que uma. Que ferramentas possuía. Quais eram as limitações desta pessoa. Deve-se diminuir ao máximo o risco de erro, e de arrependimento futuro, que neste caso é protelar a mágoa, para que depois venha com ainda mais força.
Se faz necessário um raciocínio encima de evidências, para que não se corra o risco de perpetuar o erro do outro, com seu próprio aval e absolvição. Porém, isso também abre brechas para discussão. Por exemplo, um pai com seus setenta anos de idade. Durante toda a sua vida ele acreditou que o lugar da mulher era na cozinha, e apenas o homem deveria sair para trabalhar. Educou a filha segundo este princípio, ser dona de casa. Entretanto, esta nunca concordou com tal idéia, quando discordava era reprimida e foi tolhida em sua liberdade, tendo que agir dentro deste princípio. Chega um momento em que a filha sai de casa achando que deveria ter feito isso há muito tempo. Acabou por criar uma seria aversão ao seu pai e uma possível mágoa.
Ao fazer uma terapia, ler um livro ou de qualquer outra forma avaliou o seu passado para entender as ações do pai. Talvez perceba que ele tinha suas razões para agir de tal forma. Poderá inocentá-lo, mas isso não fará com que ele mude de idéia e nem por isso precisa obrigá-lo a mudar. São setenta anos pensando desta forma, e nesta idade, grandes mudanças podem trazer conseqüências como a perda do sentido da vida, ou mesmo a sensação de ter vivido de forma errada. Por isso, tudo é muito relativo e deve-se usar do bom senso. Deve ser muito bem avaliado, levando-se em consideração os diversos fatores que permeiam a relação. Os fatores que sustentarão a mágoa. Os fatores que regem o suposto causador da mágoa, e em que ambiente e cultura tudo isso acontece.
O maior objetivo é que sigamos um caminho que nos liberte deste sentimento que nos faz mal. A absolvição do outro será a nossa liberdade. A partir daí temos a possibilidade de recuperar o prazer em conviver com as diferentes pessoas. Nos sentindo mais leves em nossos pensamentos e sentimentos e no julgamento do outro que começa a ter novos critérios de interpretações, de tal forma que não nos enleie mais na teia da mágoa e nos cause sofrimento. A vida clama para se bem saboreada.
Prevenção da Mágoa
Poderíamos dizer que a mágoa é uma forma de suicídio. Viver amargurado, nostálgico pelo o que foi e não é mais. Pelo o que foi e deixou feridas profundas. Um suicídio postergado que vai matando aos poucos, nos envolve de tal forma que não conseguimos mais raciocinar de forma clara a respeito que quem nos magoou, além de gerar medo ou receio de ter novas experiências e relação. Impede um bem viver. Impede o sorriso abundante, que poderia trazer o gosto bom de viver. Impede a confiança no outro.
A mágoa é um sentimento aparentemente insignificante, porém deixa marcas gigantescas em nossa dinâmica interna. Não é uma doença, é apenas um sentimento gerado por formas específicas de pensar. Raciocinar de tal forma que o leve a crer, que aquilo que o outro fez está errado, que não deveria ter feito, que deveria ser mais sensível, pensar mais, que deveria saber o que estava fazendo, que deveria... Todavia, não foi o que aconteceu. O outro tomou atitudes que lhe mostraram uma realidade que desconhecia, inesperada. E o que fazer quando a realidade nua e crua, se apresenta em nossa porta e bate até que abramos? Não bata a porta em sua cara, receba-a como um amigo para uma conversa. Devemos extrair o máximo de proveito, o máximo de aprendizagens e pensares lúcidos, devemos nos tornar amigos, assim será mais fácil para lidar com a realidade.
Aceitar esse real não significa deixar-se ser dominado. Que o seu sentimento de raiva ou ódio tornem-se num rançoso sentimento de mágoa. Não. O outro apenas lhe mostrou uma realidade. Por sua vez agora, deve analisar o que está sendo mostrado e tirar suas próprias conclusões. Depois se faz necessário que mostres a sua escolha, frente ao que foi apresentado. Não se trata aqui de vingança, mas sim de limites. O outro vai até onde permitimos que vá. O outro entra em nossa vida pelas portas que abrimos, o outro faz conosco aquilo que permitimos que faça. Podes escolher trancar algumas portas, porque não! Podes distanciar-se, podes continuar com reservas. Podes voltar a confiar. Cada um pode fazer a própria escolha consciente, analisando as circunstâncias sem precisar alimentar em si, a mágoa.
Na medida em que nos relacionamos com as pessoas, vamos apreendendo e identificando o terreno de cada um. Percebendo onde podemos pisar ou não. Não é interessante magoar nem ser magoado. No momento em que existe um conhecimento mútuo, é importante que se crie um respeito mútuo, pautado no conhecimento que cada um tem do outro. Se houverem deslizes, deve-se fazer os questionamentos necessários à elucidação do fato. Deve-se se perguntar o que pode ser relevado, absolvido ou mesmo condenado.
Já que a mágoa é um sentimento gerado por uma forma específica de pensar em relação ao outro, para que ela não se forme, precisamos pensar diferente do modelo padrão causador da mágoa. Pensarmos de tal forma que possamos ter lucidez e entendimento com relação aos fatos. Assim, evitamos esse corrosivo sentimento, nos sentiremos mais leves, acabaremos por compreender mais o outro e a nós mesmos.

Referências Bibliográficas
LÓPEZ, E. M. Os quatro gigantes da alma. Rio de Janeiro, JoséOlympio Editora, 1998.ARISTÓTELES, Retórica das paixões. São Paulo, Martins Fontes, 2000.VAUVENARGUES, Das leis do espírito – Florilégio filosófico. São Paulo, Martins Fontes, 1998.

domingo, 11 de janeiro de 2009

VÍDEO - NUNCA DEIXE DE VOAR...

O Pardal e a águia

O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser.

Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza...

Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta.

A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe: Por que estás a me vigiar, Andala? Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites. E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas?Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho...

- O pardal suspirou olhando para o chão... E disse: Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te. E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan.Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas... Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente...

Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita!

- E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente: Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos.

Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido.

É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás livre! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade. Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles.

Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha!

Autor desconhecido

sábado, 10 de janeiro de 2009

VOCE SABE????

O que é um processo psicoterapêutico ?
É um processo conduzido por especialistas no qual o indivíduo amplia a consciência que tem de si mesmo, aprendendo com seus sintomas e se desenvolvendo como pessoa.
Os Seres Humanos, desde o seu nascimento, se desenvolvem realizando suas potencialidades a medida em que se descobrem na relação com o outro. Por exemplo, uma criança desenvolve a fala a medida em que se relaciona com outros Seres Humanos que já a tenham desenvolvido. A natureza fornece a potencialidade, porém essa potencialidade só é realizada a medida em que o indivíduo vai descobrindo suas possibilidades na troca com o outro e se enriquecendo com suas descobertas. O outro funciona como um espelho no qual a pessoa pode se ver. Este é o processo natural de desenvolvimento humano e o espaço terapêutico é um espaço preparado para facilitar este movimento.

Qual é o objetivo de um processo psicoterapêutico?
Visa facilitar o movimento natural da vida, criar oportunidades para que a pessoa aprenda sobre ela mesma. Os sintomas que geram a necessidade do processo psicoterapêutico tendem a desaparecer a medida em que aprendemos o que eles têm a nos ensinar. Em suma, o objetivo de um processo psicoterapêutico é dar condições para que a pessoa se desenvolva aprendendo sobre ela mesma através de seus sintomas e das trocas estabelecidas neste processo.

Quando se deve procurar uma Psicoterapia?

Quando de alguma forma o indivíduo não está satisfeito com o andamento de sua vida, não está feliz, ou está vivendo algum sofrimento e não consegue superá-lo, nesse contexto um facilitador pode poupar tempo e energia.
Por mais que o indivíduo considere ter um grande auto-conhecimento. Quando por algum motivo esbarra em situações as quais ele não consegue dar respostas que lhe sejam satisfatórias com os recursos que domina, surge a necessidade de ampliar a consciência a seu próprio respeito.

Psicoterapia individual ou em grupo?

Psicoterapia Individual - A duração de uma sessão de atendimento é de 50 minutos. Nesse tempo terapeuta e cliente buscam juntos aprender sobre como este funciona, a partir do relato de suas experiências de vida e também do que pode ser observado no consultório. Uma vantagem da terapia individual é a maior facilidade de exposição por parte do cliente, o que gera uma grande intimidade.

Psicoterapia em Grupo - A duração de uma sessão de atendimento é de 1 hora e 30 minutos. No grupo o indivíduo interage com outras pessoas em um espaço preparado para facilitar com que ele se perceba neste contato. Isso permite que ele experimente um número riquíssimo de situações onde pode se dar conta de sua maneira de funcionar no contato com o outro. É importante frisar: O que geralmente causa sofrimento ao Ser Humano está ligado a algo inadequado na maneira como ele funciona na relação com o outro, dessa forma a psicoterapia em grupo se torna uma ótima chance de conhecer e superar as dificuldades que perturbam e causam sofrimento a pessoa Humana.

Psicoterapia de casal e família

O relacionamento entre casais e entre membros de uma família tendem a desenvolver padrões rígidos, os quais muitas vezes trazem conseqüências indesejáveis (que se expressam de inúmeras formas). Neste caso a psicoterapia visa facilitar com que os membros do casal ou família ampliem suas consciências em relação a essas estruturas, o que gera naturalmente uma descristalização, facilitando com que os distúrbios ligados a estrutura familiar possam ser superados.

Psicoterapia para crianças e adolescentes

A infância e adolescência são períodos de muitas transformações. O indivíduo constantemente se vê esbarrando com novas situações de vida, tendo que se adaptar a elas. As descobertas acontecem tanto em relação as situações de vida que se apresentam como também em relação as transformações do próprio corpo, que vai vivendo modificações em diversos níveis: morfológico, hormonal, mental, etc.
Na natureza todas as estruturas em seu início de formação apresentam uma maior fragilidade, o que também é verdadeiro em relação ao ser humano. Dessa forma não há porque se estranhar a freqüente necessidade de um facilitador (processo psicoterapêutico) para assegurar o bom andamento do desenvolvimento humano.
Obs: Com muita freqüência os sintomas apresentados pelas crianças e adolescentes são a expressão de distúrbios ligados a estrutura familiar ou parental, nesses casos (a maior parte dos casos) se faz necessário o acompanhamento simultâneo da família.

VÍDEO: "BELEZA PARA QUEM?..."

Psicoterapia contra bulimia e anorexia

Pesquisadores desenvolveram uma nova forma de psicoterapia que se mostrou eficaz em 80% dos casos de tratamentos de transtornos alimentares, como bulimia e anorexia.
A pesquisa reforça conclusões de um outro estudo recente, que descobriu genes no cérebro associados aos transtornos alimentares e à obesidade, levantando a possibilidade de tratamentos psicoterápicos para transtornos que afetam as sensações de apetite e a saciedade.

Terapia comportamental cognitiva

A nova técnica de psicoterapia "melhorada", chamada terapia comportamental cognitiva, representa um avanço em relação às psicoterapias já existentes para o tratamento da bulimia.
A terapia comportamental cognitiva é o primeiro tratamento a se mostrar adequado para a grande maioria dos transtornos alimentares.

Tipos de transtornos alimentares

A literatura médica reconhece três tipos principais de transtornos alimentares: anorexia nervosa, bulimia nervosa e uma categoria genérica com os casos restantes, denominada "transtornos alimentares atípicos," que apresenta diferentes níveis de combinação dos sintomas da bulimia e da anorexia.
Quase 50% dos casos tratados de desordens alimentares enquadram-se nesta terceira categoria genérica.

Psicoterapia melhorada

O novo tratamento foi desenvolvido pelo professor Christopher Fairburn, da Wellcome Trust, uma fundação de pesquisas biomédicas sem fins lucrativos, situada no Reino Unido.
Fairburn e seus colegas demonstraram que uma versão "melhorada" da psicoterapia para bulimia é não apenas mais eficaz do que os tratamentos anteriores, como também pode ser utilizada para o tratamento de pacientes que se enquadram na categoria de desordens alimentares atípicas.

Baixa auto-estima e perfeccionismo extremo

"Desordens alimentares são problemas de saúde mental sérios e podem ser muito estressantes para a família e para os pacientes. Agora, pela primeira vez, nós temos um único tratamento que pode ser eficaz para tratar a maioria dos casos sem a necessidade de internação dos pacientes," diz o professor Fairburn.
A nova psicoterapia amplia o enfoque do tratamento, levando em conta sintomas geralmente associados com as desordens alimentares, como baixa auto-estima e perfeccionismo extremo. O tratamento consiste em 2 sessões de terapias de 50 minutos cada uma, por semana.

VÍDEO: "DECIDI..." (WALT DISNEY)

sábado, 3 de janeiro de 2009

SOBRE A REFORMA ORTOGRÁFICA

Desde o primeiro dia do ano, as novas regras ortográficas, determinadas pelo acordo ortográfico entre países que têm o português como língua oficial, passaram a valer no Brasil. O país, contudo, ainda tem até 31 de dezembro de 2012, período de transição, para se adaptar às mudanças que não atingem mais do que 0,5% da forma de escrever. Ate lá, podem ser usados tanto o formato antigo quanto o novo. Depois de quatro anos, a alteração passa a vigorar de vez.
A forma de falar continua a mesma, o que muda é somente a escrita.


As principais modificações são:
  • desaparecimento do trema,
  • supressão do hífen em alguns casos,
  • a retirada de acentos em ditongos e,
  • a inclusão de três letras (Y, W e K) no alfabeto, que voltam apenas para manter a grafia de palavras estrangeiras.
  • O acento circunflexo também sofreu algumas mudanças. Ele será suprimido nos casos em que dois 'os' ou dois 'es' ficam juntos, a exemplo de vêem e vôo, que passarão a ser grafados sem o acento (voo e veem).
Prazo - No Brasil, as editoras terão até 2012 para promover mudanças nos livros didáticos, segundo determinação do Ministério da Educação (MEC). As áreas de marketing, jurídica e de recursos humanos das companhias brasileiras também têm o mesmo prazo para se ajustar. A maioria dos jornais brasileiros, no entanto, já adotou grafia, estabelecida pelo Acordo Ortográfico aprovado há nove anos e assinado em setembro do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Edições de alguns dicionários já chegaram às prateleiras das livrarias de acordo com a grafia estabelecida pelo acordo. O minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa" (editora Objetiva) foi o primeiro a contemplar integralmente a nova lexicografia.
A editora do dicionário Aurélio já lançou edições revisadas do dicionário e contratou 20 revisores para alterar toda a relação dos volumes.
Objetivo - A intenção da reforma ortográfica, promovida pelos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é acabar com a diferença na grafia das palavras entre países lusófonos, tornando a escrita do português do Brasil a mesma dos outros países integrantes da CPLP. Outro fator que motivou a unificação foi a necessidade de expandir a cooperação comercial e cultural entres os membros da Comunidade.
Além do Brasil, Portugal, Timor Leste, Cabo Verde, Angola Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Macau (província administrativa que pertence à China, mas que tem o português como a língua oficial) fazem parte da CPLP e, obviamente, irão introduzir as novas regras adotadas no acordo.


SAIBA MAIS...

Confira as alterações da língua portuguesa após a reforma ortográfica:

Alfabeto: O alfabeto ganha três letras (k, y e w) - Antes: 23 letras - Depois: 26 letras.

Trema: O trema cai, de vez, em desuso, exceto em nomes próprios e seus derivados. Grafado nos casos em que o “u” é átono e pronunciado (que, qui, gue, gui), o sinal não será mais utilizado nas palavras da língua portuguesa - Antes: lingüiça, conseqüência, freqüência - Depois: linguiça, consequência e frequência.

Hífen: O sinal não poderá ser mais usado quando a primeira palavra terminar com vogal e a segunda começar com consoante - Antes: anti-rugas, auto-retrato, ultra-som - Depois: antirrugas, autorretrato, ultrassom. O hífen também não deve ser grafado quando a primeira palavra terminar com letra diferente da que começar a segunda - Antes: auto-estrada, infra-estrutura, auto-retrato - Depois: autoestrada, infraestrutura, autoretrato. O sinal deverá ser usado quando a palavra seguinte começa com b, h, r, m, n ou com vogal igual à ultima do prefixo - Antes: anti-imperialista, super-homem, inter-regional, sub-base - Depois: anti-imperialista, super-homem, inter-regional, sub-base. Outro caso que se faz necessário o uso do hífen é quando a primeira palavra terminar com vogal ou consoante igual à letra que começar a segunda - Antes: microônibus, contraataque, microondas - Depois: micro-ônibus, contra-ataque, micro-ondas.
Acento Agudo: Os ditongos abertos “éi” e “ói” das palavras paroxítonas não serão mais acentuados - Antes: jibóia, apóio, platéia, européia - Depois: jiboia, apoio, plateia, europeia* As palavras herói, papéis e troféu continuam sendo acentuadas porque têm a ultima sílaba mais forte. O acento some também no “i” e no “u” tônicos quando vierem depois de ditongo em palavras paroxítonas - Antes: feiúra, bocaiúva, cheiínho - Depois: feiura, bocaiuva, cheiinho * . O acento permanece se o “i” ou o “u” estiverem na ultima sílaba, a exemplo de Piauí e tuiuiú. Na letra “u” dos grupos que, qui, gue e gui o acento também deixa de existir - Antes: apazigúe, enxágüe, averigúe - Depois: apazigue, enxague, averigue. O acento diferencial também some em alguns casos - Antes: pára, péla, pêlo, pólo, pêra - Depois: para, pela, pelo, polo, pera* . O acento diferencial não deixa de ser usado em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma também continua sendo acentuada para ser diferenciada de forma.

Acento circunflexo: O acento circunflexo some nas palavras terminadas em “êem” e “ôo” - Antes: crêem, vêem, lêem, enjôo - Depois: creem, veem, leem, enjoo.

Fonte: A Tarde On Line

http://www.atarde.com.br/

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A GUERRA NA FAIXA DE GAZA: ATÉ QUANDO???



Mais de 400 mortos na Faixa de Gaza:
O mundo não está nem aí!
Enquanto os grandes líderes mundiais optam pela cegueira, pela surdez e pela mudez e dedicam todas as suas atenções aos presentes acumulados durante o Natal e os champanhes com os quais brindaram o início de um Novo Ano, na Faixa de Gaza, um lugar tristemente próximo de onde, segundo determina a tradição cristã, teria nascido Jesus Cristo, está sendo cometido mais um terrível crime contra a humanidade.
De forma fria e covarde, o Estado de Israel, para satisfazer sua ânsia de vingança contra membros do Hamas, resolveram realizar massivos ataques contra um dos territórios mais povoados do planeta, aproximadamente 1,4 milhões de habitantes que vivem, uo melhor, sobrevivem, em uma área de 360 km², destruindo propriedades, matando homens, mulheres e crianças.



Até quando durará omissão do mundo em relação ás guerras entre Israel e o povo palestino?
Será que ninguém percebe que esse antigo conflito é o ponto nevrálgico da tão sonhada paz mundial?
Será que não existem instrumentos capazes de equacionar os interesses envolvidos nessa demanda?
Será que essa guerra, mesmo com as enormes perdas, ainda persiste apenas porque atende aos sórdidos interesses do capital?

O fato é que, enquanto os líderes mundiais preferem ser como cegos, surdos e mudos, mais de 400 civis palestinos já foram mortos pelos bombardeios israelences, só nos últimos dias.
Para encerrar, deixo aqui um poema de Alexandre Sul, para que possamos refletir sobre esta triste realidade que atravessa nossas vidas, nossa história, o nosso tempo.

"A vida e o tempo..."

Ouço os tiros á todos os lados,
Istambul, Kosovo,
Chechenia, ou em Gaza?
Há guerra por guerra
Há guerra por crenças
sutis diferenças
Isolam o mesmo Deus
O mesmo a quem reclamas
quando pensas que o "neguinho"
vai te levar o relógio no farol, na escuridão...
Mas ele só quer pão...
Há guerra nas esquinas do Brasil
Supurando a velha cicatriz
Do mulato, do velho, japonês
Da mulher que zombou da lucidez.
Qual a cor do teu ar
Se teu sangue é azul?
Violeta?
Pode ser brasileira a russa-roleta?
É hora de atirar a última bala
Escancarar a cara
Abrir a janela e berrar
CHEGA!!!!!!!

SEJA UM FERNÃO CAPELO GAIVOTA...

O texto que se segue, é um resumo baseado na obra de Richard Bach "FERNÃO CAPELO GAIVOTA", que há tempos construi a partir da leitura desta obra, e que agora resolvi resgatá-lo de meus arquivos e compartilhá-lo com vocês.

Numa praia, havia uma porção de gaivotas em busca de seu alimento enquanto apenas uma, sozinha, tentava voar de maneira diferente das outras, de uma forma muito especial mas não conseguia, caia. Só que nunca desistia! Tentava voar cada vez melhor!
Quando finalmente conseguiu, descobriu o quanto se amava e o real sentido de viver!
Descobriu que podia aprender a voar, ser livre!
Agora o importante não era receber elogios por sua vitória, queria apenas partilhar com seus amigos o que havia descoberto. Mas eles só lembravam de comer os restos deixados pelos pescadores, migalhas de pão e peixes velhos - pela metade.
Assim não deram importância ao amigo Fernão Capelo Gaivota, que por sua insistência em fazê-los o ouvir acabou por ser excluído do grupo, tendo que viver sozinho em um lugar muito distante.
Mas nem isso fazia Fernão ser triste. O que o entristecia era ver que seus amigos não queriam aprender a voar, aprender a ser feliz, aprender a pegar peixes frescos em cada mergulho magnífico que podiam dar.
Descobriu que o medo e o tédio são as razões porque a vida de uma gaivota é tão curta, e sem isso a perturbar-lhe viveu de fato uma vida longa e feliz.
Quando foi para uma terra longínqua conheceu Henrique que lhe ensinou muitas coisas!

Porém seu mestre Henrique foi embora, coube então a Fernão Capelo Gaivota a missão de ensinar as novas gaivotas como voar.
Foi no momento em que estas gaivotas pequenas ficaram um pouco maiores, que ele percebeu que já haviam aprendido o necessário e que podiam continuar sozinhas. Então, mesmo ainda sem permissão resolveu voltar para a sua terra, tentando finalmente mostrar a felicidade de voar a seus antigos amigos.
Queria poder ensinar que o paraíso não é em um lugar nem em um tempo determinado , que o paraíso é perfeito, que está ao alcance de todos. E que basta querer, todos podem ir a qualquer lugar a qualquer momento.
Realizando os vôos que aprendera, voltou próximo a sua terra. Contudo o mais velho do grupo impediu que os demais falassem ou mesmo olhassem para Fernão.

Todavia ao perceberam os seus movimentos e lembrando da antiga amizade, foram se aproximando desejando aprender a voar também.
- Pode me ensinar a voar como você? - Perguntou um deles.
- Claro. - Disse Fernão.
E começou a ensinar que o corpo é o nosso pensamento numa forma que podemos visualizar. Então para voar, basta querer! Ensinou tudo o que tinha aprendido com seu mestre amigo Henrique e mais o que aprendera sozinho ensinando as gaivotas mais novas.
- Deu certo! - Gritou uma gaivota ao conseguir voar livremente.
- Dá sempre certo quando sabemos o que estamos fazendo. - Respondeu Fernão. Assim foram passando os dias e ensinando a mais e mais gaivotas. Todas aprendiam! Umas mais devagar, outras mais rápidas, mas todas quando queriam aprendiam.
Quando novamente Fernão Capelo Gaivota percebeu que estava na hora de crescerem sozinhas, partiu para outra terra longínqua a fim de divulgar ainda mais seus movimentos. E assim foi ensinando a quem quisesse ser feliz.
Seus discípulos mais tarde fizeram o mesmo, ensinando outras novas gaivotas(...)

Fernão Capelo Gaivota é uma ave quem não se contenta em voar apenas para comer. Ele tem prazer em voar e esforça-se em aprender tudo sobre vôo. Por ser diferente do bando, é expulso. É uma belíssima analogia entre o homem e a gaivota, no sentido de mostrar as dificuldades de superação dos limites, do encontro com a liberdade verdadeira, pautada no amor e na compreensão do outro.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

OUÇA A VOZ DE SUA ALMA !

Todos nós, principalmente por ocasião de um Novo Ano que se inicia, desejamos e buscamos novos planos, novas expectativas de alcançarmos a plena felicidade.
E nessa busca percorremos muitos caminhos. Caminhos que nem sempre nos levam a ela. Muitas vezes, caminhos que nos afastam cada vez mais do ponto onde a felicidade se encontra.
Aprendemos a querer coisas que na verdade não queremos, numa total incoerência com a nossa natureza.
Desde criança somos levados a acreditar que a felicidade será encontrada em coisas fora de nós. E nos são dadas ao longo do tempo muitas possíveis fórmulas prontas. Muitos caminhos que apontam para a "tão buscada felicidade".
E assim, acabamos acreditando que fora daqueles padrões e daqueles conceitos não existe a menor chance de sermos felizes.
E vamos por aí... Conquistando:

Coisas... Cargos... Status... Stress... Menos a felicidade!
Dá um sentimento de vazio quando constatamos que não era bem aquilo que esperávamos. Uma sensação de ter vencido a corrida e não ter levado o prêmio.
Mas, a voz de nosso ideal de ego nos chama de muitas formas. Cada vez mais atrativas e mais convincentes e de novo embarcamos nessa busca...
Busca que não tem conexão com a nossa vontade mais profunda. E com isso, podemos ficar perdidos no meio de tantos chamados desse ideal egóico.
Tentando chegar aos muitos pontos finais, onde existem muitas promessas que nunca se cumprem e que cada vez mais nos afastam da felicidade, nos tornando ao contrário disso, pessoas amarguras, infelizes.
Mas também podemos escolher, e escutar uma outra voz. Uma voz que nos fala suavemente nos convidando a descobrir nosso próprio caminho. Sem receitas prontas e aonde cada um vai escrevendo a sua própria história.
É a voz da Alma...

Para seguir esse chamado da alma é preciso:

Coragem... Desapego... Além de muita Fé.
Coragem porque em alguns pontos precisamos abrir a nossa própria estrada. Passar por onde ninguém passou.
Precisamos buscar em mergulhos profundos do nosso ser, as pistas que indicam a direção do próximo passo.
É preciso desapego dos conceitos, das regras e principalmente do nosso ideal de ego. É difícil, mas necessário desaprender muitas das coisas que aprendemos. E deixar espaço para as coisas novas e que fazem sentido para a nossa história.
E precisamos principalmente de muita fé, para confiar nos caminhos que a nossa Alma nos indica, sabendo que nela não existem os limites da nossa mente racional e que os impossíveis podem se tornar possíveis quando menos esperamos.

A Alma nos fala através das emoções. Quando nos abrimos para seguir a voz da Alma, aos poucos vamos descobrindo que a felicidade não se encontra nos prometidos finais... Mas em cada passo em que estamos conectados com o nosso propósito Divino.
Vamos percebendo que a felicidade é um atributo de cada um de nós que aparece na medida em que vamos nos conhecendo melhor e nos aproximando de quem realmente somos.
A felicidade se aproxima da gente na medida em que nos aproximamos de nós mesmos.
E chega um tempo onde não conseguimos mais fugir do chamado que vem da Alma. Porque essa voz vai se fazendo tão presente e tão natural que entendemos que é a única voz que nos indica o
caminho de volta pra casa.
Escute a voz da sua alma e siga o seu caminho. Assim você vai perceber que muito além do conhecido, existem muitas possibilidades. Até a de Ser Feliz!

AGENDE PARA 2009...


Sorriso - É o cartão de visita das pessoas saudáveis. Distribua-o gentilmente.
Diálogo - É a ponte que liga as duas margens de dois rios: do eu à do tu. Transmita-o bastante.
Amor - É a melhor música na partitura da vida. Sem ele, você será um(a) eterno(a) desafinado(a).
Bondade - É a flor mais atraente do jardim de um coração bem cultivado. Plante estas flores.
Alegria É o perfume gratificante, fruto do dever cumprido. Esbanje-o, o mundo precisa dele.
Paz na Consciência - É o melhor travesseiro para o sono da tranqüilidade. Viva em paz consigo mesmo.
- É a bússola certa para os navios errantes, incertos, buscando as praias da eternidade. Utilize-a sempre.
Esperança - É o vento bom soprando as velas do nosso barco. Chame-o para dentro do seu cotidiano.

E para finalizar, uma dica: Com esses compromissos pré-agendados a felicidade pode ser sua companheira e aliada para tocar o barco da vida em todos os dias do ano que agora se inicia.

FELIZ ANO NOVO! UM ÓTIMO 2009 PRÁ VOCÊ!

MARCAS DO QUE SE FOI...

Este ano quero paz no meu coração
Quem quiser ter um amigo,
Que me dê a mão
O tempo passa
E com ele caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão
Vão Ficar
Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer.
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Obrigado por acessar o VIVER Reflexões.
Volte Sempre!!! Um forte abraço...
Luciana da Silva