quinta-feira, 30 de outubro de 2008

"QUERO SER UM TELEVISOR": pedido de uma criança á Deus.

(texto recebido por e-mail)

A professora Ana pediu aos alunos que fizessem uma redação sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles.
À noite, corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada.
O marido, nesse momento, entra, a vê chorando e pergunta:"O que aconteceu ?"
Ela estendeu a redação de um menino e respondeu: "Leia!"
O texto dizia:

"Senhor, te peço algo especial: me transforme em um televisor. Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar especial para mim e reunir minha familia ao meu redor. Ser levado a sério quando falo. Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me. E ainda que meus irmãos "briguem" para estar comigo. Quero sentir que a minha familia deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito. Só quero viver o que vive qualquer televisor!

Vivemos num mundo que oferece mil distrações e divertimentos. Seduzidos por essa onda de prazeres, nos deixamos levar; permitimos que tantas pequenas coisas preencham a nossa vida, o nosso tempo e acabamos por deixar o que é mais importante de lado: as pessoas que a vida nos oferece todos os dias para cuidar. Precisamos abrir mão de nosso bem-estar, sair de nossa casca e tocar os que nos cercam, mostrando a eles que são amados, aceitos e apreciados. Especialmente os filhos.

sábado, 18 de outubro de 2008

PENSAMENTOS....

Pensamentos que me afligem,
Sentimentos que me dizem,
Dos motivos escondidos,
Da razão de estar aqui...
As perguntas que me faço,
São levadas ao espaço,
E de lá eu tenho todas as respostas,
Que eu pedi...
E eu penso nas razões da existência
Contemplando a natureza deste mundo
Onde ás vezes aparentes coincidências
Tem motivos mais profundo...
(Cd: 25 de Dezembro - Símone)
O PENSAMENTO, é a maior arma do ser humano, tanto para o bem como para o mal. Com ele provocamos e curamos doenças. Para a consciência, o limite é o céu, mas para o inconsciente, que se comunica com o Universo, sabe que na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma. Portanto, não há limites para o pensamento. Tudo acontece quando pensamos. O pensamento gera emoções, que geram palavras, que geram comportamentos, que causam consequências, boas ou más, para a pessoa e para os outros. Em seguida somos atingidos pelo retorno físico e moral do pensamento que gerou emoções, palavras, acções e consequências. A simplicidade dessa lei de causa e efeito afasta da mente dos homens a possibilidade de ser essa a razão de seus sofrimentos, e, com isso, o aprendizado dessa profunda verdade fica estagnado. Muitas seitas, religiões, tradições e filosofias há milénios procuram mostrar a necessidade de uma profunda reflexão e um contato mais direto com Deus, visando a paz entre os povos.
Mas, por mais que o homem ore, esbarra quase sempre, em seus medos secretos que por vezes, o derrubam de sua fé, exatamente porque não conhece a si mesmo e teme o desconhecido. Podemos constatar que dentro de cada religião, se busca um mestre, seja ele Deus, ou outros, e é através do pensamento que seu coração entra sintonia com seu Deus. Controlar a mente não é fácil, pois sofremos influências externas e internas que nos desviam, constantemente do caminho.
Pensar é remover as nuvens que cobrem nosso sol interior, é organizar as emoções para orar, refletir e, ainda, compreender que muitos sofrimentos são apenas reflexos de nossos próprios pensamentos. O bem ou o mal dependem de seus pensamentos para entrar em sintonia com você. Quando imaginamos algo, estamos nos dirigindo para a sua realização, pois no momento em que pensamos, entramos em contato com a mesma realidade de outras pessoas.
Quantas vezes você, pensou em alguém e essa pessoa, para sua surpresa, o visitou, ou lhe telefonou, quase em seguida? Coincidência?
Não há nada de sobrenatural nessa sensibilidade perceptiva, tudo isso é possível, devido a serenidade, sem ansiedade ou desejo.
O que podemos perceber com isso é que o nosso subconsciente carrega um universo de conhecimentos enquanto o nosso consciente foi doutrinado a não prestar atenção a esses fatos.
Podemos concluir que tudo depende da forma que pensamos, pois atraímos o que estamos pensando. Por isso precisamos vigiar os nossos pensamentos, tirando sempre os negativos, o desejo de vingança, o desanimo, modificar as palavras e os verbos que utilizamos, para construirmos uma boa casa mental.
As palavras e os verbos que utilizamos na nossa mente, sem nos darmos conta é que nos move para o caminho duvidoso ou para o caminho certo. Precisamos usar mais os verbos ser ou ter, e deixar as palavras de dúvida como: talvez, não sei, entre outras, de lado. Isto provoca uma grande melhora na nossa vida. O cérebro dá para cada palavra um comando, por exemplo:
1) Quando falamos que perdemos alguma coisa, ele processa como algo ruim para nós e dá o comando de procura, para encontrarmos o perdido; e
2) Quando reclamamos que temos um problema, ele também processa como algo negativo e nos faz pensarmos no assunto, que normalmente construímos uma lista de itens sem solução. Diante destes dois exemplos vimos que as palavras "perder" e "problema" causam toda essa reação negativa na nossa mente, e que se mudarmos estas palavras por outras, como : a palavra problema por desafio, com esta mudança o cérebro muda para algo positivo, que temos para vencer, que existe solução.
Se aprendermos a mudar as palavras, veremos que tudo ficará mais fácil de ser resolvido. Então é possível curar uma doença com o nosso pensamento?
A doença provoca em nosso cérebro uma reflexão, independente da doença. Em vários filmes e documentários, vimos que a fé é o que cura, e não os remédios ou algo considerado como milagroso. Neste assunto podemos citar alguns exemplos:
1) No Brasil quando começou a descobrir-se o uso de remédios falsos, no Rio de Janeiro foi descoberto um hospital que havia comprado um lote de remédios falsos sem saber e utilizado no tratamento do câncer. Alguns pacientes utilizaram-se desses falsos remédios e, para a surpresa médica, algumas pessoas mesmo com a medicação falsa tiveram melhora no tratamento. Isto foi possível graças ao pensamento e a fé daquelas pessoas, de que a medicação iria curá-las.
2) No filme Fé de Mais Não Cheira Bem também temos um grande exemplo. Um oportunista, para promover-se, contratava pessoas, que eram treinadas para se passarem por doentes que no seu culto eram curadas, sendo dado como um milagre, para que dessa formar os fiéis doassem grandes importâncias para "a causa". Num determinado dia um deficiente físico pede para sua irmã levá-lo naquele local. A irmã ainda que relutando, o levou. Chegando lá o menino levanta a mão para ir lá na frente; o oportunista tenta fazer que não viu, mas não teve como. O menino foi levado para o palco, o tal curador ficou parado por um tempo, pois sabia que não curava ninguém, mas para sua surpresa o menino levanta da cadeira de rodas e sai andando na sua direcção. Todo mundo bateu palmas com o “milagre”.
O oportunista saiu logo do palco e decidiu não brincar mais com algo tão sério. Tudo isso aconteceu porque o menino tinha muita fé e achava que aquele homem poderia curá-lo; e foi o que aconteceu. Do mesmo modo que curamos, também podemos provocar doenças, seja por guardarmos ódio, desejos de vingança, orgulho, entre outros, em nossos pensamentos.
Que possamos com este tema, refletir sobre nossos pensamentos, criando mentes cheias de amor, paz e felicidade.

AMIZADE: UMA RAZÃO, UMA ESTAÇÃO OU UMA VIDA INTEIRA...

Texto de: Simon Bernadell
Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa. Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é geralmente, para suprir uma necessidade que você demostrou. Eles vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Eles poderão parecer como uma dádiva de Deus, e eles são! Eles estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma horainconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levaressa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Às vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho deles, feitos. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Eles trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Eles poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Eles, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer. Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".
Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que vocêaprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. A amizade é uma fonte de renovação, não retém a água para si. Dá-se espontaneamente. Ela parte do coração de alguém ao coração dos demais. A grande arte de fazer amigos é uma maravilhosa aventura onde aprendemos a descobrir corações.Toda amizade dá sentindo novo á vida. Quem não conhece uma das palavras do Pequeno Príncipe quando ele diz: “Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol”. Muitas vezes, julgamos mal um amigo ou colega. Sabemos que não devemos agir assim, pois na amizade não deve haver dúvidas, se houver dúvidas então não é amizade...E Nada. Todos nós precisamos aprender que não devemos nos deixar levar por“diz-que-diz-ques” e fofocas, aprender não ver apenas os erros do outros sem reconhecerem os seus. Continuar amigo mesmo se o outro diverge de suas idéias. Aprender a ler nos gestos, no rosto, nas palavras àquilo que o coração não consegue expressar.

Amizade é isso:

Ter sempre um lugar disponível (Amor não ocupa espaço!);
É ouvir e sentir com o coração para entendê-lo melhor;
Não exigir confiança quando mesmo não se tem;
Confiar e acreditar nas capacidades do outro;
Não desencorajá-lo na caminhada;
Crer muito mais na possibilidade da vitória que do fracasso;
Não querer ser o dono da verdade;
Mostrar que Trabalhar com Alegria Rende Muito Mais;
A amizade é algo precioso e que todos nós temos que aprender a conservar.
Quando cometer um erro ou muito - não caia no pecado da alta piedade. Lembre-se que você é especial para Deus, e que ele espera muito de você. Se ele não lhe mandou um raio na cabeça, porque não é um Deus vingativo e cruel. Pelo contrário, ele te oferece à chance de aprender com seus erros. Comece dando uma risada de si mesmo, e procurando aprender a lição que a Vida quis lhe ensinar. Portanto lembre-se sempre que a amizade é uma fonte para quem dá e para quem recebe. É uma fonte pura e cristalina e que sempre terá vida nova.

domingo, 12 de outubro de 2008

LETÍCIA THOMPSON - FENOMENAL....

Aqui vai um brinde para você...
Se é verdade que a cada dia basta sua carga, por que então teimamos em carregar para o dia seguinte nossas mágoas e dores?
Há ainda os que carregam para a semana seguinte, o mês seguinte e anos afora...
Nos apegamos ao sofrimento, ao ressentimento. Como nos apegamos a essas coisinhas que guardamos nas nossas gavetas, sabendo inúteis, mas sem coragem para jogar fora.
Vivemos com o lixo da existência, quando tudo seria mais claro e límpido com o coração renovado.
As marcas e cicatrizes ficam para nos lembrar da vida, do que fomos, do que fizemos e do que devemos evitar. Não inventaram ainda uma cirurgia plástica da alma, onde podem tirar todas as nossas vivências e nos deixar como novos.
Ainda bem!!!
Não devemos nos esquecer do nosso passado, de onde viemos, do que fizemos, dos caminhos que percorremos. Não podemos nos esquecer de nossas vitórias, nossas quedas e nossas lutas.
Menos ainda das pessoas que encontramos, essas que direcionaram nossas vidas, muitas vezes sem saber. O que não podemos é carregar dia-a-dia, com teimosia, o ódio, o rancor, as mágoas, o sentimento de derrota e o ressentimento. Acredite ou não, mas perdoar a quem nos feriu dói mais na pessoa do que o ódio que podemos sentir durante toda uma vida.
As mágoas envelhecidas transparecem no nosso rosto e nos nossos atos e moldam nossa existência. Precisamos, com muita coragem e ousadia, abrir a gaveta do nosso coração e dizer:
"Eu não preciso mais disso, isso aqui não me traz nenhum benefício."
E quando só ficarem a lembrança das alegrias, do bem que nos fizeram, das rosas secas, mas carregadas de amor, mais espaço haverá para novas experiências, novos encontros.
Daí, seremos mais leves, mais fáceis de ser carregados, mesmo por aqueles que
já nos amam. Não é a expressão do rosto que mostra o que vai no coração?
De coração aberto e limpo nos tornamos mais bonitos e atraentes e as coisas boas começam a acontecer.
Luz atrai, beleza atrai.
Tente a experiência!!!
Sua vida é única e você é único,
Sua vida merece que, a cada dia,
você dê uma chance para que ela
seja plena e feliz.

Texto: Letícia Thompson

sábado, 11 de outubro de 2008

AMOR SÓ, NÃO BASTA...

De: Arthur da Távola
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna. Casaram.
Te amo pra lá, te amo pra cá.
Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência...
Amor só, não basta.
Não pode haver competição.
Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.Tem que saber levar, relevar.
Amar só é pouco. Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Não adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem, visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.Tem que haver confiança.
Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar "solamente", não basta. Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.O amor é grande, mas não são dois. Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

DESCOBRIR A SEXUALIDADE...

Luciana da Silva
Psicóloga

Sexualidade é e sempre será um tema espinhoso. Combinada com a educação dos filhos, então, nem se fala!
Pois é exatamente nessa situação delicada que estão muitas mães de garotas que já entraram na puberdade e vivem a adolescência ao modo contemporâneo. Várias delas, muito comprometidas com a educação das filhas, inclusive na questão da formação dos valores, sempre encontram maneiras de se inteirarem dos costumes dos jovens para melhor orientá-las. E um fato as tem deixado bastante preocupadas. É que muitas garotas têm curtido - como elas gostam de dizer - ficar com garotas, sem que isso signifique a descoberta de sua orientação sexual. Além disso, muitos jovens têm feito apologia da bissexualidade. Interessante é saber que eles associam isso à liberdade. As mães acham que é um modismo, mas talvez possamos pensar melhor a respeito.
Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que a descoberta da sexualidade adulta é um acontecimento importante na vida dos adolescentes. E essa descoberta ocorre, primeiramente, em relação às sensações. A excitação física, o prazer, a satisfação dos impulsos e até o orgasmo são questões experimentadas com entusiasmo pelos jovens, e não sem razão. Ao lado disso, é importante lembrar que nosso contexto social privilegia as sensações - portanto, essa questão, que já fazia parte da vida dos adolescentes, encontra-se potencializada. Eles são praticamente impelidos para essa busca. Ouvi uma frase interessantíssima de uma garota a esse respeito. Ela disse que se divertir com experiências sexuais tinha o mesmo sentido de ir a um parque de diversões e que viver tinha de ser divertido. Outro ponto importante a considerar é a questão do corpo. Em fase de transformações nem sempre com resultados satisfatórios para eles, a aparência é o primeiro elo no que se refere à atração. Nesse momento da vida, pelo jeito, não mais apenas nesse período, é a aparência que aproxima ou repele. E, como eles estão muito submetidos aos modelos de corpo impostos, têm grandes dificuldades em serem donos de seu próprio corpo. Isso gera uma conseqüência: se o corpo não lhes pertence, não conseguem cuidar dele segundo seus pensamentos e princípios. É quase uma dissociação entre o que pensam querer para si na vida e o comportamento que praticam. Uma garota de 13 anos, disse que é totalmente contrária ao aborto, mas que, caso precisasse, certamente iria utilizar esse recurso. Diante de tal complexo panorama, os pais têm muitas possibilidades de orientar os filhos na questão da sexualidade, mas sem esquecer que eles são bastante permeáveis às ideologias do mundo em que vivem e que a educação dada, por melhor que seja, não é vacina contra nada. Talvez o que mais funcione seja a formação coerente, que começa bem cedo, dos limites entre vida íntima e convívio social, da importância do respeito às diferenças e do ensinamento de que qualquer comportamento gera conseqüências. Os pais precisam saber que a educação sexual de seus filhos não é uma questão separada da educação como um todo e que ela começa quando o filho nasce. Dedicar-se a ela quando os filhos são adolescentes pode ser tarde demais.

VOCÊ MUDA... A VIDA SE TRANSFORMA!

TEXTO DE JERONIMO MENDES

No auge da minha impetuosidade juvenil, eu já era conhecido como "general", em virtude do meu jeito autoritário, arbitrário e muitas vezes rude de exigir o cumprimento das normas e procedimentos da empresa. Por mais que eu estivesse tentando cumprir a política, e sob o meu ponto de vista eu estava sempre certo, a imposição das idéias a qualquer preço não contribuíram em nada para o meu crescimento profissional. Por conta disso eu arranjei desafetos ao longo do caminho e nunca compreendi muito bem o motivo, afinal, eu estava simplesmente cumprindo o papel que me foi atribuído na condição de responsável pela coordenação do setor.Quando você é líder e tem a "chave do cofre" na mão, é fácil migrar de querido ao diado numa fração de segundos, principalmente se você ocupava um cargo de mesmo nível hierárquico e, na seqüência, se viu obrigado a mudar de postura pelo fato de ter se tornado líder dos seus próprios colegas.

No início, as pessoas cumprimentam, elogiam e são capazes de jurar que torcem por você, além de despejar uma série de chavões do tipo "eu já sabia", "você merece" ou "que bom que foi você".A gente custa a acreditarem palavras nobres e solidárias, afinal, a concorrência, a necessidade premente de reconhecimento e a valorização são inerentes ao ser humano. Qualquer promoção que não seja a de si mesmo causa as mais variadas reações. Esse comportamento está presente nas diferentes camadas e segmentos da sociedade moderna. O mais vil dos políticos, reis ou imperadores consegue amealhar bajuladores. Imagine um profissional autoritário, mas popular entre os seus seguidores e carregado de boas intenções.Era assim que eu me sentia na época e por conta disso havia sempre alguém querendo "puxar o meu tapete". Poder é algo que fascina as pessoas e independe do nível de instrução ou hierárquico.

Quando você está revestido de poder e autoridade, em que ambos caminham lado a lado, o comportamento tende a fugir ao seu controle. Invariavelmente, você é dominado pela empáfia e pelas imposições do ego que o transformam numa criatura amarga, inacessível e, por vezes, intransigente, principalmente se você não está preparado para o cargo. O falso poder é capaz de produzir aberrações corporativas irremediáveis em sã consciência. O fato é que a gente demora a reconhecer a necessidade de mudança, pois, num primeiro momento, tem tudo a ver com o orgulho e a necessidade de auto-afirmação perante o grupo. Geralmente, a modificação vem precedida de demissão, advertência ou mesmo de uma rejeição em equipe em virtudes dos excessos, o que não é simples de aceitar, tampouco fácil de reverter. A despeito de todos os acontecimentos, eu demorei a captar a essência do ambiente corporativo. As pessoas não estão muito preocupadas com as normas, procedimentos e políticas de maneira geral. Embora isso seja importante, o que lhes interessa inicialmente é a própria condição dentro da organização. Se as prioridades da empresa estão em consonância com as suas necessidades, ótimo; caso contrário, meras formalidades são apenas condições transitórias que podem ser atropeladas até o próximo "puxão de orelha" ou o próximo emprego. Ao longo do tempo eu fui percebendo também que o universo alheio estava a quilômetros de distância do meu mundinho real. Embora eu imaginasse que minhas atitudes traduziam o desejo da empresa, as pessoas ao meu redor queriam de fato um cumpridor de normas mais flexível e atento às necessidades do grupo. Penso que, para o nosso próprio bem, nada acontece exatamente como desejamos, pensamos e planejamos na vida. No meu caso, foram necessários muitos embates acalorados, ameaças, críticas, vários empregos e livros e mais livros para provocar uma transformação de ordem pessoal na minha maneira de ver o mundo e administrar os meus próprios conflitos.Tudo muda quando você muda. Ser flexível e mais aberto aos pontos de vista alheios não significa deixar de lado os valores e os princípios consolidados ainda na infância. Não importa quanto tempo leva para descobrirmos o quanto somos ricos e ponderados, mas quanto tempo ainda nos resta para mudar de atitude, de postura e de ponto de vista, a fim de nos tornamos mais humanos e dispostos a reconstruir uma carreira profissional, um relacionamento pessoal, uma vida. Apesar de tudo, tenho muito chão pela frente. Somos produtos do meio e demoramos a entender as duras mensagens da vida, embora isso não justifique as atitudes tomadas no calor da emoção. No fundo, queremos todos sobreviver, crescer, provar a nós mesmos que somos capazes de dar a volta por cima e tirar de letra essa sucessão de privações e provações ao longo do caminho. E a vida não faz distinção de ambientes, mas cobra muito e exige que você cresça o tempo todo. Durante o caminho aprendi que existem coisas essenciais e pessoas especiaisque devem ser preservadas até o fim da vida. O relacionamento saudável é uma delas e você não precisa abrir mão de convicções para mantê-los. Entretanto, existem acontecimentos banais que podem ser solucionados de maneira bem mais simples quando mente e coração se mantêm abertos ao diálogo e ao respeito mútuo entre as partes. O que eu aprendi com tudo isso?

1. A melhor maneira de ganhar uma discussão é evitá-la. Pontos de vista pessoais interessam única e exclusivamente a você;

2. Pontos de vista profissionais são objetos de negociação e análise conjunta, pois estão atrelados ao cumprimento de um objetivo maior que não depende exclusivamente de você;

3. As pessoas em geral possuem muito mais coisas boas do que ruins, portanto, exercite o hábito de procurar o que elas realmente têm de bom, em vez de procurar apenas defeitos;

4. Encare cada situação de maneira positiva e as coisas tendem a fluir da forma como deve ser, não como você imagina que deve ser;

5. Ainda que você não consiga mudar uma situação, mantenha uma boa atitude, seja íntegro, dê tempo ao tempo;

6. Cargos, empregos, status e sucesso são transitórios em qualquer parte do mundo; cultive a consciência do momento presente e ela definirá a sua importância no momento futuro. Reconheço que as coisas ficaram muito mais fáceis e simples a partir domomento em que eu decidi mudar radicalmente a maneira de pensar e agir.É óbvio que as mudanças não acontecem da noite para o dia, mas a decisão é que conta. O restante vem naturalmente. Segundo Hal Urban, autor de "As Grandes Lições da Vida", "quanto mais completos e integrados nos tornamos, melhor nos sentimos em relação a nós mesmos e à vida em geral".

Pense nisso... Seja feliz!!!







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Luciana da Silva