sábado, 24 de abril de 2010

NOSSAS EMOÇÕES E POTENCIALIDADES

Segundo Daniel Goleman, somos movidos ao sentido da nossa existencia com base nas nossas emoções, pois, existe uma relação entre nossos sentimentos, caráter e valores morais.
Cada vez mais, nos deparamos com a seguinte questão: O que faz um sujeito diferente de sua realidade social, cultural e genética?
A partir daí, podemos exemplificar a força das emoções sobre o sujeito e o quanto ela é determinante na sua construção subjetiva.
Cada vez mais vemos a crescente potencialidade em sujeitos que se tornam ímpares frente ao contexto de que nasceram ou foram educados. Isso acontece por uma força de resistência que só é possível com a análise das emoções, o que neste caso requer um trabalho de autocontrole, um paradigma de valores e um foco de moralidade que se deseja alcançar como meta. O poder de resiliência que um sujeito pode aderir para lidar com o seu padrão de vidanão começa pela força externa, mas por um processo individual a ser desenvolvido, pela forma como ocorre a compensação do fator externo, e de sua influencia sobre si mesmo, junto ao que já se tem inserido em si. As nossas crenças primárias e as mais presentes são o suporte para como as emoções podem ser geradas em harmonia ou desarmonia com o que o contexto presente projeta sobre o indivíduo, o que torna o estudo das emoções algo ainda muito subjetivo, por elas serem expressas em ocasião e intensidade de modo em cada sujeito com a sua história, crenças e um trajeto de emoções que lhe são peculiares.
Esta força que permite estar ou não em harmonia com o seu contexto cotidiano, é o que se chama de inteligência emocional, adentrar em contato com as próprias sensações e emoções e filtrar como se pode entrar em equilíbrio e autocontrole nas próprias emoções. Só assim é possível harmonizar os seus próprios contextos de interatividade social, e alcançar uma empatia com os demais pertencentes ao seu contexto. Se o indivíduo não estiver em conflito consigo mesmo, ele consegue captar com mais clareza o que o outro expressa, ao invés de atuar em suas relações a partir de projeções conflituosas.
Ter o objetivo de uma autoanálise, abrange antes de mais nada, uma motivação para estar em sintonia com as próprias emoções. A aceitação e o reconhecimento das próprias falhas e virtudes, não apenas são válidos, mas também eficazes para alcançar um ponto de equilibrio e poder ter acesso a outras falhas e traumas, que se manifestam em inconscientemente.

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Luciana da Silva