domingo, 15 de março de 2009

RELACIONAMENTO MATERNO

Cada pessoa, à medida que vai crescendo, tem de assumir a própria vida. Ser adulto significa se desvencilhar das outras pessoas e ser responsável pela própria existência. Normalmente isso não ocorre na relação com a mãe. As pessoas, apesar da idade avançada, continuam dependentes da mãe em todos os sentidos, mas principalmente do ponto de vista emocional. Com isso, começam os conflitos.
As mães, na maioria das vezes, superprotetoras e dominadoras, tratam os filhos adultos como se fossem crianças: interferem na vida deles, continuam exigindo obediência e se sentem no direito de controlá-los. Os filhos, por seu lado, como não crescem emocionalmente, continuam a ver a figura materna com um olhar infantil, cheios de culpa e de pena.
A partir de certa idade, qualquer pessoa tem necessidade de ser livre, autônoma e escolher os próprios caminhos na vida e, quando seus desejos não coincidem com os da mãe, como é o caso da leitora, começam as brigas, hostilidades e a convivência se torna insuportável. O relacionamento de uma filha de 35 anos, mesmo morando e dependendo financeiramente da mãe, tem de ser um relacionamento de dois adultos. Duas pessoas independentes psicologicamente, que podem ter uma relação de amizade, cooperação e auxílio mútuo. Uma roupa que se usava na infância com certeza não serve mais quando nos tornamos adultos e nossas relações devem ir mudando à medida que avançamos na vida.

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Luciana da Silva