
Danço no cais
Como quem não vai partir
Penso nebulosidades
Ás vezes a clareza se define
Entre brumas, vapores neblinas,
Algo de extremamente correto e lúcido
Me permeia e incita o destino.
Caio na noite
Subo no raio,
Mergulho denso
Guiado pelo indefinivel poder da vida
Preenchimento inevitável do que já não é
Se acabou com todo este caldo morno,
Pesado de possibilidades.
Em meio ao perigo,
A forma rompe o caos,
Como os fios de seu cabelo
Se desembaraçam e formam a trança dos seus dias.
(Ritmo e ordem sempre moram no íntimo do vendaval).
Preenchimento inevitavel dos buracos, do tempo
Com as cores da vida.


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