
Escrito por: Magda Cristina de Souza, (usuária do Ambulatório de Saúde Mental de Praia Grande).
CHEIRO DE MÃE...
Saudades de toques, acorde e risos...
Quando a tarde finda, acende-se o lampiãoO vermelho do crepúsculo tem a leve transparência
De véus - vermelho hibiscus.
O balanço da rede na varanda sabe.
O cheiro de hortelã com um leve toque de sândalo.
O doce canto do vento nas folhas da mangueira.
A cadeira vazia está lá. Num canto escondido, empoeirada.
E a mesma poeira encobre as cordas do violão, já não vibram mais.
A tarde cai mais tarde.
O tempo custa - a passar - posto que - a saudade -
Presença do ausente - tomou todo o lugar.
O agridoce sabor do tempo ido
O antigo cúmplice mais que amigo.
O tempo apagou sua energia, em doces rugas tornou-se o sorriso,
De pai alegria, correndo o véu de uma doce lágrima.
Sol no olhar, lua no sorriso, trazendo certa melancolia.
E o coração a bater melodia triste
E nada se sabe, nada se disse
Daquela que ali reinou um dia!!!


Um comentário:
Obrigada por postar minha poesia, é muito interessante observá-la agora sob nova perspectiva.
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