sábado, 30 de agosto de 2008

VIVENCIANDO AS PRÓPRIAS DÚVIDAS

Um jeito de proteger seu próprio EU, é vivenciando as dúvidas que se escondem na noite escura do seu mundo interior, convivendo de modo criativo com o que ao contrário da dúvida, está "bem resolvido" em si mesmo.
Eu mesma em muitos momentos de minha vida, já vivenciei dúvidas sobre quem eu era, ou tinha sido, ou ainda, sobre em quem estaria me transformando, sobre as dores de minha própria vida, os riscos e os momentos de desorientação.

Convivi com dúvidas sobre como adotar e juntar as partes de mim, quem em certos momentos havia deixado de lado, sobre como curar-me e fazer cicatrizar dentro de mim grandes e velhas feridas, como aprender a ter uma visão maior do mundo, de Deus e de mim mesma.

Sinceramente, não gostei nem um pouco das angústias, das confusões que essas dúvidas causaram-me. Não gostei de duvidar.

Até que em certo momento, cansada de tantas angútias, tantas confusões, porém, repleta de reflexões, pude olhar e dizer a mim mesma:

"Seja paciente com o que não está resolvido em seu coração. Tente amar suas próprias dúvidas, tal como, livros escritos em um idioma desconhecido. Não procure as respostas agora. O segredo está em viver todas as coisas, cada uma á seu modo e tempo próprio. Talvez um dia, você possa viver as respostas, e certamente ás encontrará dentro de você".

De fato, "está certo", disse a mim mesma, abraçar e viver as próprias dúvidas. Pode não parecer, mas é uma ordem fácil de obedecer.

A maioria das pessoas prefere a certeza da miséria à miséria da incerteza. Mas vivenciar as dúvidas, pode ser uma experiência miserável. Nós gostamos de coisas esclarecidas e bem ditas, mesmo que isso signifique um aprisionamento á uma existência falsa e estática.

A mim, aqueles que querem uma vida bem organizada, bem resolvida e de firmes certezas, são as que mais me assustam, pois, aparentam sempre ter todas as respostas e nenhuma dúvida. Será que se esqueceram, do valor transformador de uma dúvida?

Quando eliminamos as perguntas, as dúvidas de nossa vida, passamos a ter um desenvolvimento de consciência muito precário.

As pessoas mais estimulantes da vida, são as que pontuam a vida com pontos de interrogação, tão frequentemente quanto com os pontos finais.

Para vivenciar suas dúvidas, é como uma arte. Você as destaca e as ouve. Assim, você permite que elas gerem novas questões, mantém em si o não saber. Qual é o segredo disso?

Na realidade, os que "demoram" nas questões e nas próprias dúvidas, saberão aproveitar posteriormente, muito mais as respostas que encontrarem, pois, o ato paciente de habitar a escuridão da noite de seu interior, pode finalmente revelar a resposta.


Luciana da Silva
Psicóloga - CRP: 06/73261

3 comentários:

Anônimo disse...

A vida a partir das pontuações...

"...o ato paciente de habitar a escuridão da noite de seu interior, pode finalmente revelar a resposta..." Luciana da Silva

Luciana, sua reflexão levou-me a refletir sobre a vida a partir das acentuações conhecidas.

De fato a vida não pode consistir em apenas pontos finais.
Certezas adquiridas e irremovíveis de nosso eu... é preciso aperfeiçoamento, transformação e renovação constante.

A Vida não pode consistir em apenas pontos de exclamação.
Há momentos em que não somos tão encantados e tão pouco encantadores.

A vida não pode consistir em apenas pontos de interrogação.
Não suportaríamos tantas incertezas. Condenados a loucura seríamos, a instabilidade, situação permanente de inquietação tornar-se-ia insuportável. É melhor aprender conviver com dúvidas, incertezas e ausências de respostas.

A vida não pode consistir em apenas reticências.
Ficaria muito para ser dito sem o ser, seria muito dito sem querer ser exatamente o que deve ser. Às vezes é melhor ser claro, conciso e dizer apenas o que deve ser dito, sem deixar margens a duplas interpretações, outras vezes é bom despertar o imaginário na expressão da liberdade de pensamento, por isto ... só aqui, não sempre! Bem como a exclamação. Exclamação? Sim apenas uma interrogação e ponto final. Ponto final. Apenas uma vez também, digo duas, permita-me mais um (.).

A vida não pode consistir em ausência de pontuações.
Jamais saberíamos se é hora de dialogar, de calar, de ouvir, de falar. Ausência de pontos impossibilita a percepção se devemos no diálogo prosseguir. Na reflexão adentrar. Ausência de ponto, pensamento interrompido, sentimentos não expressados, ou apenas um lapso de erro de digitação.

Não sei, só sei que quero aprender a viver cada dia com a pontuação certa, na exata medida. Se que ela existe, ou bem próximo dela (.?!...)

Viva a segunda-feira!
Viva a segunda-feira?
Viva a segunda-feira.
Viva a segunda-feira...

Vale a pena conferir: http://viver-reflexoes.blogspot.com

Anônimo disse...

A vida a partir das pontuações...

"...o ato paciente de habitar a escuridão da noite de seu interior, pode finalmente revelar a resposta..." Luciana da Silva

Luciana, sua reflexão levou-me a refletir sobre a vida a partir das acentuações conhecidas.

De fato a vida não pode consistir em apenas pontos finais.
Certezas adquiridas e irremovíveis de nosso eu... é preciso aperfeiçoamento, transformação e renovação constante.

A Vida não pode consistir em apenas pontos de exclamação.
Há momentos em que não somos tão encantados e tão pouco encantadores.

A vida não pode consistir em apenas pontos de interrogação.
Não suportaríamos tantas incertezas. Condenados a loucura seríamos, a instabilidade, situação permanente de inquietação tornar-se-ia insuportável. É melhor aprender conviver com dúvidas, incertezas e ausências de respostas.

A vida não pode consistir em apenas reticências.
Ficaria muito para ser dito sem o ser, seria muito dito sem querer ser exatamente o que deve ser. Às vezes é melhor ser claro, conciso e dizer apenas o que deve ser dito, sem deixar margens a duplas interpretações, outras vezes é bom despertar o imaginário na expressão da liberdade de pensamento, por isto ... só aqui, não sempre! Bem como a exclamação. Exclamação? Sim apenas uma interrogação e ponto final. Ponto final. Apenas uma vez também, digo duas, permita-me mais um (.).

A vida não pode consistir em ausência de pontuações.
Jamais saberíamos se é hora de dialogar, de calar, de ouvir, de falar. Ausência de pontos impossibilita a percepção se devemos no diálogo prosseguir. Na reflexão adentrar. Ausência de ponto, pensamento interrompido, sentimentos não expressados, ou apenas um lapso de erro de digitação.

Não sei, só sei que quero aprender a viver cada dia com a pontuação certa, na exata medida. Se que ela existe, ou bem próximo dela (.?!...)

Viva a segunda-feira!
Viva a segunda-feira?
Viva a segunda-feira.
Viva a segunda-feira...

Vale a pena conferir: http://viver-reflexoes.blogspot.com

Anônimo disse...

A vida a partir das pontuações...

"...o ato paciente de habitar a escuridão da noite de seu interior, pode finalmente revelar a resposta..." Luciana da Silva

Luciana, sua reflexão levou-me a refletir sobre a vida a partir das acentuações conhecidas.

De fato a vida não pode consistir em apenas pontos finais.
Certezas adquiridas e irremovíveis de nosso eu... é preciso aperfeiçoamento, transformação e renovação constante.

A Vida não pode consistir em apenas pontos de exclamação.
Há momentos em que não somos tão encantados e tão pouco encantadores.

A vida não pode consistir em apenas pontos de interrogação.
Não suportaríamos tantas incertezas. Condenados a loucura seríamos, a instabilidade, situação permanente de inquietação tornar-se-ia insuportável. É melhor aprender conviver com dúvidas, incertezas e ausências de respostas.

A vida não pode consistir em apenas reticências.
Ficaria muito para ser dito sem o ser, seria muito dito sem querer ser exatamente o que deve ser. Às vezes é melhor ser claro, conciso e dizer apenas o que deve ser dito, sem deixar margens a duplas interpretações, outras vezes é bom despertar o imaginário na expressão da liberdade de pensamento, por isto ... só aqui, não sempre! Bem como a exclamação. Exclamação? Sim apenas uma interrogação e ponto final. Ponto final. Apenas uma vez também, digo duas, permita-me mais um (.).

A vida não pode consistir em ausência de pontuações.
Jamais saberíamos se é hora de dialogar, de calar, de ouvir, de falar. Ausência de pontos impossibilita a percepção se devemos no diálogo prosseguir. Na reflexão adentrar. Ausência de ponto, pensamento interrompido, sentimentos não expressados, ou apenas um lapso de erro de digitação.

Não sei, só sei que quero aprender a viver cada dia com a pontuação certa, na exata medida. Se que ela existe, ou bem próximo dela (.?!...)

Viva a segunda-feira!
Viva a segunda-feira?
Viva a segunda-feira.
Viva a segunda-feira...

Vale a pena conferir: http://viver-reflexoes.blogspot.com

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Luciana da Silva