quinta-feira, 24 de julho de 2008

FELICIDADE: COMO VIVÊ-LA NA ATUALIDADE?


A sociedade atual freqüentemente tem lançado mão de inúmeras definições sobre o que supostamente seria “certo ou errado”, e ainda, de inúmeras formas e/ou formulas que supostamente trariam a tão almejada “felicidade”. Como conseqüência disso, percebemos que muitas são as angústias e desafios que perturbam e tornam as pessoas cada vez mais inseguras e confusas, vivendo padrões que caracterizam verdadeiras loucuras, um imenso mal-estar social que se reflete nas relações humanas, cada vez mais dilaceradas por todo esse caos. Por isso, penso que podemos refletir estes padrões ao menos a partir de quatro aspectos que vem sendo nitidamente gerados pela sociedade atual :

· O primeiro é instituir que todos têm de ser bem sucedidos, como se não houvessem significados e desejos individuais a serem respeitados.
· O segundo diz que: “você tem de estar feliz todos os dias e em todos os momentos da vida”.
· O terceiro aspecto: “você tem que comprar tudo o que puder”. O resultado é esse consumismo absurdo.
· E por fim, o quarto: “você tem de fazer as coisas do jeito certo”.

Mas aí, surgem algumas questões: E qual é o jeito certo de ser e estar na vida ou para se fazer as coisas ? O que fazer então?
Ora, não há um caminho único para se fazer ou resolver as coisas, seja qual for o aspecto da vida no qual se encaixam.E como diz o filósofo e escritor Mario Cortella: “Não nascemos prontos e nem com nenhuma espécie de manual de instrução que nos diga a forma mais fácil e certa de viver a vida...” Com isso, coloco aqui a questão: “Mas afinal, será que a vida é só isso?”.
Percebemos que, a maioria das pessoas em alguma fase de suas vidas, mesmo seguindo ás várias regras e fazendo tudo o que se espera delas, não estão felizes e nem satisfeitas, exemplo disso, é o significativo crescimento que vem se dando nas ultimas décadas de distúrbios emocionais tais como a depressão, síndrome do pânico, entre outros.
As metas são interessantes para o sucesso e para o crescimento nas mais diversas áreas da vida de um indivíduo, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Porém, o que percebemos é que as pessoas entendem e vivenciam-na de modo exatamente contrário.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento, que por incrível que pareça ela própria um dia desejou e buscou realizar em sua vida.
Assim, atravessamos a vida em busca de respostas a certas questões que são fundamentais e que nos dê algum sentido para a vida.
Com isso, criamos rituais próprios, vagamos de religião em religião. Queremos a qualquer custo direções, qualquer sinal que nos mostre qual o melhor caminho para alcançar a tão almejada felicidade.
Presenciamos o desenvolvimento de uma sociedade de pessoas cada vez mais inteligentes intelectualmente, porém, que vem infelizmente caminhando á passos largos para um verdadeiro abismo de analfabetismo espiritual e emocional.
O ser humano está perdido em seus valores, e precisa como nunca resgatar no mais profundo de si sua essencia original, tal qual como foram criados. Ele em sua essência, já dispõe da energia vital e das capacidades necessárias para realizar mudanças em sua vida. Porém, creio que lhe resta ainda o grande desafio de despertar e direcionar concretamente suas energias e capacidades para a realização das transformações que de fato são necessárias.
É necessário que se faça uma reforma pra valer. A reforma de nossas prioridades, algo que seja de fato vital, que seja para aliviar a vida, o coração e o pensamento de todo aquele mal-estar do qual me referia no inicio desta reflexão, não para acumular mais compromissos estéreis e mortais, mas que possa fazer-nos de fato descobrir qual a verdadeira felicidade.
É preciso um restabelecimento das relações de confiança das pessoas com elas mesmas, umas com as outras, pois assim, elas (re) aprendem e (re) encontram dentro de si mesmas o sentido da felicidade.
Concluo esta reflexão, com um breve mas rico trecho dos escritos de São Pedro Crisólogo que diz: “O ser humano não precisa ir buscar fora de si a vitima que deve oferecer a Deus; traz consigo e em si o que irá sacrificar a Deus”. Ou seja, o encontro da felicidade não se dá através de algo que deve ser buscado fora de si. Precisamos encontra-la dentro de nós.

Por isso, sejamos felizes, com nós somos, e com aquilo que já possuímos.
A felicidade é feita de coisas aparentemente pequenas,
pequeninas sementes que precisam ser devidamente semeadas,
para que cresçam fortes, com profundas raízes, pois,
apesar de pequenas, reservam em sua essência belos frutos escondidos,
prontos para nascer e que muitas vezes estão dentro de nós.

(*Luciana da Silva – Psicóloga)

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá Luciana
Assim que possível vou conferir o teu blog que na primeira impressão parece ser de grande ajuda para quem o acessar...

Que você coloque todo seu saber e capacidade para tornar as pessoas mais humanas, portanto, mais felizes

Que Deus te abençôe

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Obrigado por acessar o VIVER Reflexões.
Volte Sempre!!! Um forte abraço...
Luciana da Silva